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Agricultura Regenerativa e Biológicos: O Protagonismo do Brasil na Produção Sustentável de Alimentos

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O Brasil está se posicionando como um líder mundial na produção agropecuária sustentável, impulsionado por práticas de agricultura regenerativa e pelo uso de bioinsumos. Essa transformação é o tema central do mais recente episódio do podcast Minuto Agro, da Indigo Agricultura, já disponível em diversas plataformas de áudio. O episódio conta com a participação de José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa Solos e assessor no Ministério da Agricultura, que discute o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD).

Conduzido por Aline Araújo, head de comunicação da Indigo, o episódio revela a ambiciosa meta do PNCPD: recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens degradadas no Brasil. Essa iniciativa visa não apenas aumentar a produtividade agropecuária sem desmatamento, mas também integrar práticas sustentáveis, como rotação de culturas, plantio direto e a utilização de biológicos de alta performance, que revitalizam os solos e fortalecem uma agropecuária mais sustentável. Polidoro também enfatiza como a adoção de biológicos pode transformar o Brasil em um modelo global de agricultura com baixo impacto ambiental, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e o sequestro de carbono.

Uma Oportunidade de Recuperação de 40 Milhões de Hectares

Durante a conversa, Polidoro destacou a oportunidade que o Brasil possui ao recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas. Ele salientou que o PNCPD pode permitir um aumento de mais de 50% na área produtiva do país, focando em tecnologias sustentáveis, como o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). O programa pretende converter cerca de 28 milhões de hectares em sistemas agrícolas de alta produtividade, enquanto 12 milhões de hectares serão destinados à regeneração florestal ou recuperação da vegetação nativa. “Estamos criando um modelo que une produtividade e sustentabilidade, reduzindo a pressão sobre o desmatamento”, explicou Polidoro.

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O Papel Transformador dos Biológicos

Uma das grandes apostas do PNCPD é o uso de biológicos de alta performance, essenciais para garantir a sustentabilidade da produção agrícola. Polidoro mencionou que o Brasil já é um líder global em bioinsumos, citando o inoculante de soja, que reduziu emissões de gases de efeito estufa e economizou bilhões em fertilizantes nitrogenados ao longo dos anos. “A ciência brasileira continua a evoluir”, afirmou. “A adoção de bioinsumos elimina a necessidade de defensivos químicos sintéticos e fertilizantes minerais em larga escala, o que beneficia a preservação dos recursos hídricos.”

Estudos da Embrapa indicam que a agricultura regenerativa pode reverter a emissão de 300 milhões de toneladas de CO2 por ano, sequestrando até 100 milhões de toneladas de carbono da atmosfera.

Perspectivas Globais e Oportunidades para o Brasil

Polidoro também destacou que o impacto positivo das práticas sustentáveis ultrapassa as fronteiras brasileiras. Ele vê o PNCPD como uma chance para o Brasil liderar mundialmente, especialmente em países do cinturão tropical, como os da África e Ásia, que enfrentam desafios semelhantes de degradação de terras. O modelo brasileiro já está sendo estudado por nações africanas, como Angola, que busca aplicar soluções desenvolvidas no Brasil.

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A crescente demanda por produtos agrícolas sustentáveis, especialmente na União Europeia, coloca o Brasil em uma posição estratégica. “Os bioinsumos são fundamentais para que os produtores rurais brasileiros atendam aos critérios de sustentabilidade exigidos por mercados internacionais cada vez mais rigorosos”, ressaltou Polidoro.

Ao ser questionado sobre o futuro da agricultura regenerativa e do uso de biológicos no Brasil, Polidoro foi enfático: “Vejo o Brasil como um líder mundial na agricultura sustentável”. Ele acredita que, nos próximos 10 a 20 anos, o país se consolidará como uma referência global em agroambientalismo, especialmente para outras nações do hemisfério sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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