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Expectativa de Aumento nas Exportações de Arroz Basmati da Índia Após Eliminação do Preço Mínimo

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A recente decisão da Índia de eliminar o preço mínimo de exportação para o arroz basmati promete impulsionar uma significativa demanda proveniente do Oriente Médio, Europa e Américas. Especialistas do setor acreditam que essa medida permitirá a Nova Délhi aumentar sua participação no mercado global de arroz basmati.

No início deste mês, a Índia, maior exportador de arroz do mundo, retirou o limite de preço de US$ 950 por tonelada métrica para o arroz basmati, pouco antes da colheita da nova safra. “Essa mudança de política possibilitou que os exportadores indianos oferecessem arroz basmati a preços mais competitivos no cenário internacional, o que deve resultar em volumes de exportação superiores”, afirmou Akshay Gupta, chefe de exportações a granel da KRBL Ltd, em entrevista à Reuters.

A eliminação do preço mínimo de exportação (MEP) removeu uma barreira que limitava a exportação de certas variedades de arroz basmati, permitindo que compradores globais acessem uma gama mais ampla de opções, conforme explicou Gaurav Bhatia, diretor da DD International, uma das principais empresas exportadoras do produto.

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Atualmente, a Índia e o Paquistão são os únicos produtores de arroz basmati de alta qualidade, e as restrições impostas pela Índia haviam favorecido o Paquistão na conquista de mercado em algumas categorias. No entanto, com a remoção do MEP, a Índia poderá recuperar parte dessa fatia de mercado, como destacou Dev Garg, diretor da ViExport, uma exportadora sediada em Nova Déli.

Entre abril e julho deste ano, nos primeiros quatro meses do ano fiscal, as exportações de arroz basmati da Índia aumentaram 20% em comparação ao ano anterior, totalizando 1,9 milhão de toneladas métricas, mesmo com a imposição do MEP. No último ano fiscal, o país alcançou um recorde de 5,2 milhões de toneladas de arroz exportadas, com crescimento nas compras por parte de países como Canadá, Iraque, Omã, Arábia Saudita e Reino Unido, que compensaram a redução nas importações do Irã.

Vale ressaltar que o arroz basmati não é amplamente consumido na Índia, e o governo não adquire essa variedade para formar reservas estatais, diferentemente dos tipos de arroz comuns. A expectativa é que a produção de arroz basmati no país aumente de 10% a 12% este ano, impulsionada por monções favoráveis, o que pode contribuir ainda mais para o crescimento das exportações, concluiu Gupta, da KRBL.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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