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MME Propõe Redução na Meta do RenovaBio para 40,39 Milhões de CBios em 2025

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O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou uma nova redução na meta de créditos de descarbonização (CBios) para 2025, propondo um volume de 40,39 milhões de CBios. Essa diminuição representa uma queda de 5,1% em relação aos 42,56 milhões de créditos aprovados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no final de 2023.

A proposta foi divulgada em uma portaria publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira, 20, e abre uma consulta pública para receber contribuições sobre os novos objetivos do programa RenovaBio. Os interessados poderão enviar seus comentários até o dia 4 de outubro.

A expectativa do MME, que depende da aprovação do CNPE para ser implementada, prevê uma intensidade de carbono projetada em 71,7 gramas de CO2 por megajoule para o próximo ano. Com isso, o ministério visa uma redução de 2,2%, resultando na necessidade de minimizar 40,39 milhões de toneladas de carbono. Para atender a essa meta, as distribuidoras de combustíveis fósseis terão que aposentar a mesma quantidade de CBios em 2025. Este valor é 5,1% inferior ao anteriormente aprovado e 44,9% abaixo da meta original de 73,3 milhões de CBios estabelecida em 2019.

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Os valores para o período de 2026 a 2033 foram mantidos em relação aos firmados no final de 2023, variando entre 48,09 milhões e 71,29 milhões de CBios. Além disso, a meta de 72,54 milhões de créditos para 2034 foi incluída.

De acordo com um relatório divulgado junto à consulta pública, a meta de 2025 foi calculada com base na expectativa de geração de CBios e no saldo existente. Para 2024, o MME estima que as usinas certificadas emitam 39,09 milhões de CBios, enquanto a previsão para 2025 é de 40,39 milhões, um número inferior ao inicialmente proposto.

As distribuidoras deverão comprovar a meta referente a 2025 até 31 de dezembro do próximo ano. Neste momento, as empresas estão nos últimos meses para atender os objetivos de 2024, que totalizam 38,78 milhões de CBios.

Após a conclusão da consulta pública e a aprovação da nova meta pelo CNPE, o montante será distribuído pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre as distribuidoras, de acordo com a participação de mercado de cada uma em 2024. A ANP também descontará os CBios aposentados por investidores que não possuem metas a cumprir e incluirá volumes pendentes de anos anteriores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Índice de Sustentabilidade Auera impulsiona gestão rural e fortalece agricultura familiar no Sul do Brasil

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Uma iniciativa inovadora está transformando a gestão de propriedades familiares no Sul do Brasil ao integrar sustentabilidade, produtividade e qualidade de vida. O Índice de Sustentabilidade Auera (ISA) surge como uma ferramenta estratégica para avaliar, diagnosticar e orientar melhorias no campo, com base em dados concretos e metodologia científica.

Desenvolvido por meio de uma parceria entre a Embrapa Clima Temperado, a Philip Morris Brasil e a Fundação de Apoio Edmundo Gastal (Fapeg), o índice é um dos principais resultados do Projeto Auera. A iniciativa já avaliou mais de 5 mil propriedades de produção de tabaco na Região Sul, servindo como base para identificar gargalos, potencialidades e oportunidades de evolução nos sistemas produtivos.

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Imagem mostra exemplo de uso adequado das áreas da propriedade em função da sua capacidade de uso (Google)

Ferramenta inédita integra produção e sustentabilidade

Diferente de modelos tradicionais, o ISA inova ao incorporar a dimensão produtiva aos pilares econômico, social e ambiental. Ao todo, são 182 indicadores organizados para traduzir a complexidade das pequenas propriedades rurais em métricas objetivas de desempenho.

O objetivo central é oferecer ao produtor rural uma visão completa da sua propriedade, permitindo melhorias que envolvam desde a rentabilidade até a conservação dos recursos naturais, como solo, água, fauna e flora, além da qualidade de vida da família.

Diagnóstico completo e foco na gestão integrada

O índice foi estruturado com base em nove eixos estratégicos: socioeconômico, água, gestão de resíduos, solo, agrobiodiversidade, fauna, flora, geração de energia e conformidade ambiental.

Seu desenvolvimento ocorreu em três etapas:

  • Pré-diagnóstico: análise de dados de 5.283 propriedades
  • Diagnóstico: avaliação presencial de 101 unidades produtivas
  • Intervenção e monitoramento: acompanhamento contínuo em 11 propriedades
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A metodologia permite mensurar o nível de sustentabilidade em três dimensões principais:

  • Social: qualidade de vida, segurança alimentar e acesso a serviços essenciais
  • Ambiental: conservação de recursos naturais e cumprimento da legislação
  • Produtiva: saúde do solo e viabilidade dos sistemas agrícolas
Resultados apontam sustentabilidade, mas com desafios

De acordo com os dados levantados, o índice médio das propriedades avaliadas no Sul do Brasil alcançou 78%, acima do patamar mínimo de 70% considerado sustentável.

Apesar do desempenho positivo, ainda há desafios importantes, especialmente relacionados à gestão de resíduos e à conservação do solo e da água — pontos críticos para a sustentabilidade no longo prazo.

Apoio direto à tomada de decisão no campo

O ISA se destaca como uma ferramenta prática de gestão rural, permitindo ao produtor identificar com precisão os pontos fortes e as fragilidades da propriedade.

Entre os principais benefícios para os agricultores estão:

  • Identificação de gargalos produtivos e ambientais
  • Planejamento mais eficiente de investimentos
  • Aumento da resiliência produtiva e sustentabilidade a longo prazo
  • Estímulo à sucessão familiar no campo

Ao transformar dados complexos em informações claras, o índice reduz a dependência da intuição e fortalece a tomada de decisão baseada em evidências.

Padronização e eficiência para assistência técnica

Para técnicos e extensionistas, o ISA oferece uma metodologia estruturada que padroniza a avaliação das propriedades, facilitando o monitoramento da evolução ao longo do tempo.

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A ferramenta permite:

  • Comparar diferentes propriedades sob critérios uniformes
  • Acompanhar resultados das intervenções realizadas
  • Disseminar boas práticas agrícolas entre produtores

Com isso, amplia-se a eficiência da assistência técnica e o impacto das ações no campo.

Base estratégica para políticas públicas e ESG

Além de beneficiar diretamente produtores e técnicos, o índice também se consolida como instrumento relevante para gestores públicos e empresas.

O ISA fornece dados consistentes que podem orientar:

  • Formulação de políticas públicas voltadas à agricultura sustentável
  • Criação de programas de incentivo e linhas de financiamento
  • Avaliação de impacto em iniciativas alinhadas aos critérios ESG
  • Fortalecimento da segurança alimentar nacional

Ao alinhar produtividade e sustentabilidade, a ferramenta contribui para o desenvolvimento equilibrado do setor agropecuário.

Sustentabilidade como indicador prático no campo

O Índice de Sustentabilidade Auera representa um avanço ao transformar o conceito de sustentabilidade em um indicador mensurável e aplicável no dia a dia do produtor rural.

Com base em uma abordagem integrada, o sistema permite que as propriedades deixem de atuar de forma reativa e passem a evoluir de maneira planejada, conciliando crescimento econômico, preservação ambiental e bem-estar social.

O projeto contou com a participação de mais de 20 profissionais, entre pesquisadores, técnicos e colaboradores, reforçando a importância da cooperação entre instituições públicas e privadas na construção de soluções para o agro.

Os resultados e a metodologia do ISA serão apresentados em publicação técnica, ampliando o acesso ao conhecimento e incentivando a adoção da ferramenta em outras regiões do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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