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Safras Favoráveis na Europa e Ásia Mantêm Superávit Global no Mercado de Açúcar

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Os preços do açúcar na Bolsa de Nova York se mantiveram entre 18 e 20 centavos de dólar por libra-peso em agosto, com um ligeiro aumento de 2,3% na tela de outubro/24. No entanto, nos primeiros dias de setembro, os preços recuaram para perto de 19 centavos de dólar por libra-peso. Apesar das variações, as cotações ainda permanecem no intervalo estabelecido desde março de 2024, embora tenham registrado mínimas durante o mês de agosto. O mercado, no entanto, recebeu suporte devido aos incêndios no Brasil e à continuidade das restrições de exportação de açúcar na Índia, fatores que contribuíram para uma tendência de alta nos preços.

A atenção do mercado está voltada para a safra brasileira, cujo desempenho foi prejudicado por condições climáticas adversas e pelo impacto dos incêndios na região Centro-Sul. A UNICA relatou que mais de 130 mil hectares de cana ainda não colhida foram atingidos por queimadas. Esse cenário não apenas afeta a produtividade, mas também compromete a qualidade da matéria-prima que chega às usinas. O mix de açúcar das usinas já estava abaixo das expectativas, e a previsão é que fique ainda mais aquém do potencial observado nos investimentos recentes em capacidade de fabricação. A estimativa de moagem para a safra 2024/25 foi reduzida para 612 milhões de toneladas, abaixo das 615 milhões de toneladas anteriormente previstas. Da mesma forma, a projeção para o mix de açúcar caiu de 50,8% para 48,8%, resultando em uma redução de 3,7% na estimativa de produção de açúcar para a região Centro-Sul do Brasil, totalizando 39,8 milhões de toneladas.

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Para a safra 2025/26, espera-se uma menor disponibilidade de cana em comparação com a safra atual, mesmo com a normalização das chuvas. A estimativa é de uma moagem de 603 milhões de toneladas, sujeita à variação das chuvas durante o período úmido. No entanto, os investimentos realizados nas últimas duas safras devem refletir positivamente no mix de açúcar, que deverá alcançar 52%, com uma produção de 42 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

A revisão das previsões para a safra brasileira reduziu o superávit global de açúcar para a safra 2023/24 (outubro/setembro) de 5,0 para 2,8 milhões de toneladas. Entretanto, o clima favorável na Ásia pode levar a revisões positivas na produção local.

As perspectivas para a safra no Hemisfério Norte permanecem promissoras. Na região da EU27+Reino Unido, a área plantada deverá crescer 7% em relação à safra anterior, com clima favorável elevando a estimativa de produção em 0,8 milhão de toneladas, alcançando um total de 17 milhões de toneladas.

Na Tailândia, as condições climáticas estão favoráveis para uma boa produtividade agrícola, após uma safra comprometida no ano anterior. A expectativa é de uma revisão positiva na produção atual, que já representa um aumento de 20% em relação à safra passada, devido à base de comparação fraca.

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Na Índia, o clima também é positivo para a safra de cana. Apesar dos problemas anteriores com o fungo da podridão vermelha em Uttar Pradesh, não há novos relatos significativos. A expectativa é de uma safra razoável, embora existam riscos até o início da colheita.

Embora as notícias das lavouras sejam positivas, o mercado ainda observa pressões altistas. As restrições de exportação e a normalização da produção de etanol a partir da cana têm sustentado os preços. No entanto, apenas com os leilões de compra de etanol pelas empresas estatais de petróleo será possível confirmar se mais açúcar será desviado para a produção de etanol do que o consenso atualmente prevê.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne suína do Brasil crescem 8,3% em abril e faturamento supera US$ 328 milhões

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As exportações brasileiras de carne suína seguiram em forte ritmo de crescimento em abril de 2026, impulsionadas principalmente pela demanda dos mercados asiáticos. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal mostram que o Brasil embarcou 140 mil toneladas de carne suína no período, considerando produtos in natura e processados.

O volume representa alta de 8,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 129,2 mil toneladas.

A receita obtida com os embarques também apresentou crescimento expressivo. Em abril, o setor faturou US$ 328,2 milhões, avanço de 8,8% frente aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Exportações acumuladas mantêm crescimento acima de 14%

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado entre janeiro e abril do ano passado, quando os embarques totalizaram 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado também foi significativo. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses do ano, crescimento de 14,1% na comparação com igual intervalo de 2025, que havia registrado US$ 1,090 bilhão.

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O desempenho reforça o momento positivo das proteínas animais brasileiras no mercado internacional, especialmente diante da ampliação da demanda em países asiáticos.

Filipinas lideram compras de carne suína brasileira

As Filipinas mantiveram a liderança entre os principais destinos da carne suína brasileira em abril. O país importou 35,9 mil toneladas, crescimento de 20,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 16,6 mil toneladas (+131,9%)
  • China: 11,8 mil toneladas (-21,6%)
  • Chile: 11,1 mil toneladas (+22,8%)
  • Hong Kong: 8 mil toneladas (-34,3%)
  • Vietnã: 5,5 mil toneladas (+44,6%)
  • Argentina: 5,3 mil toneladas (-8,7%)
  • Singapura: 5,1 mil toneladas (-24,3%)
  • Uruguai: 4,6 mil toneladas (+12,7%)
  • México: 4,4 mil toneladas (-40,3%)

O forte crescimento das exportações para mercados de maior valor agregado, como o Japão, vem sendo observado com atenção pelo setor.

Ásia segue como principal motor das exportações

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, o fluxo internacional da carne suína brasileira continua bastante positivo em 2026, especialmente nos países asiáticos.

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De acordo com o dirigente, além da consolidação das Filipinas como principal destino das exportações brasileiras, mercados estratégicos vêm ampliando a demanda pela proteína animal produzida no Brasil.

O avanço consistente dos embarques reforça as perspectivas otimistas do setor para o restante do ano, sustentadas pela competitividade da produção brasileira e pela forte procura internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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