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Plano de Redução de Agrotóxicos Gera Divergências entre Ministérios

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O programa de redução do uso de agrotóxicos no Brasil, elaborado ainda durante o governo de Dilma Rousseff pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, voltou à pauta este ano, mas encontra forte resistência do Ministério da Agricultura. As divergências, tanto políticas quanto técnicas, em torno do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), levaram o tema até o Palácio do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisou intervir.

Após receber uma carta crítica à postura do Ministério da Agricultura, Lula convocou uma reunião com os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura, e Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, para tentar um consenso. Durante o encontro, que também contou com a presença de ministros palacianos e representantes dos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, foi acertado que o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo), que inclui o Pronara, será publicado em breve com o objetivo de construir um programa de redução do uso de agrotóxicos. A publicação do Planapo havia sido adiada quatro vezes por causa de discordâncias do Ministério da Agricultura sobre o uso de defensivos químicos.

A proposta é reduzir o uso de produtos de alta toxicidade e ampliar os investimentos em bioinsumos. O debate será aberto para incluir especialistas, entidades do agronegócio, agricultura familiar, saúde, meio ambiente e a indústria. Um dos pontos de crítica do Ministério da Agricultura e da indústria de agrotóxicos era a falta de participação ativa nas discussões anteriores do Pronara.

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Lula propõe diálogo com ruralistas No mesmo dia da reunião, o presidente Lula afirmou estar disposto a dialogar com a bancada ruralista, garantindo que nenhum setor será surpreendido com propostas encaminhadas ao Congresso sem o devido debate. “Não é possível ignorarmos o aumento no uso de agrotóxicos no Brasil. Vamos fazer uma proposta, chamar lideranças partidárias, a Embrapa, empresários e discutir o tema. Não podemos aceitar que 80% dos agrotóxicos proibidos na Alemanha sejam vendidos aqui como se fôssemos uma republiqueta de bananas”, declarou Lula.

Histórico do Pronara O Pronara foi elaborado em 2014, mas sua implementação foi barrada à época pelo Ministério da Agricultura, então comandado por Kátia Abreu. Em 2023, o governo Lula reativou a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), formada por 14 ministérios e entidades da sociedade civil, para revisar o programa e dar seguimento ao Planapo. A CNAPO está atualmente elaborando a terceira fase do Planapo, mas o anúncio do programa, previsto para julho, foi adiado devido à falta de consenso sobre a inclusão do Pronara.

No dia 13 de agosto, movimentos sociais e membros da CNAPO enviaram uma carta a Lula manifestando repúdio à postura do Ministério da Agricultura, apelando por uma intervenção direta do presidente. Os signatários criticaram o veto da Pasta ao lançamento do Planapo e acusaram o Ministério de bloquear a implementação do Pronara, desrespeitando o processo de participação popular.

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Rogério Dias, representante do Instituto Brasil Orgânico na comissão, afirmou que o grupo conseguiu alertar o governo sobre a importância do tema, embora a situação ainda não esteja completamente resolvida.

Pronara e o agronegócio Paulo Petersen, da Articulação Nacional de Agroecologia, defendeu a versão original do Pronara, afirmando que o programa não prejudica o agronegócio. “Não estamos falando de abolir o uso de agrotóxicos ou de uma eliminação abrupta que coloque a produtividade do agronegócio em risco. É possível reduzir drasticamente o uso sem comprometer a economia do setor”, disse Petersen. Ele destacou que a maior resistência vem da indústria de agrotóxicos, que seria a principal prejudicada com a implementação do programa.

Avanços no acordo Em agosto, o ministro Paulo Teixeira afirmou que o Pronara tem como objetivo direcionar recursos para pesquisa pública e privada, buscando desenvolver novos produtos químicos e biológicos que possam substituir cerca de 20 defensivos considerados altamente tóxicos atualmente em uso. Teixeira destacou que a proposta tem condições de ser aceita pelo Ministério da Agricultura, promovendo um entendimento a nível governamental.

A CNAPO, por sua vez, esclareceu que não foi signatária da carta enviada ao presidente Lula, mantendo sua posição de buscar o consenso entre as partes envolvidas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura inicia regularização de consignações e oferece acordos de pagamento

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A Prefeitura de Cuiabá deu início à regularização de valores de consignações retidas de servidores municipais e não repassadas a instituições financeiras, sindicatos e associações em exercícios anteriores.

Nessa etapa do processo, a Prefeitura também adotou medidas para simplificar o acesso aos serviços. Os servidores não precisam mais comparecer presencialmente para tratar das consignações, podendo realizar os procedimentos de forma totalmente online, por meio do Portal do Cidadão, disponível no site oficial do Município.

A medida ocorre após a regulamentação da Lei nº 7.380/2025, por meio do Decreto nº 11.839/2026, e já resultou na assinatura do primeiro termo de quitação.

A legislação autoriza o Município a renegociar o passivo financeiro referente a descontos realizados em folha de pagamento até 31 de dezembro de 2024. Esses valores, destinados a empréstimos consignados e planos de saúde, foram retidos dos servidores, mas não transferidos às instituições credoras.

De acordo com a norma, dívidas de até R$ 25 mil devem ser quitadas à vista, enquanto valores superiores podem ser parcelados em até 12 vezes, com prazo de pagamento até dezembro de 2026, podendo ser prorrogado conforme a capacidade financeira do Município.

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A lei também prevê a possibilidade de compensação de débitos tributários entre credores e a administração municipal.

O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, explica que a atual gestão estruturou um fluxo administrativo e financeiro para viabilizar o pagamento da dívida, estimada em cerca de R$ 50 milhões, e dar início à regularização.

“Encaminhamos a lei à Câmara, regulamentamos por decreto e agora iniciamos a assinatura dos termos para organizar esse pagamento e avançar na regularização das consignações”, explicou.

O processo de quitação exige a validação dos valores apresentados pelas instituições credoras, com análise técnica das informações e formalização de acordo entre as partes. Após essa etapa, os pagamentos seguem cronograma definido conforme cada caso.

A iniciativa busca garantir segurança jurídica aos credores e à administração, além de reduzir impactos diretos aos servidores, que enfrentavam restrições de crédito em função das pendências.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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