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Uso de sementes de feijão dobra em dois anos, aponta Ibrafe

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Segundo dados recentes do Ibrafe, o uso de sementes de feijão duplicou nos últimos dois anos, refletindo o crescente investimento das três principais empresas do setor em qualidade e marketing. A procura por feijão-carioca tem sido especialmente notável no campo, com os preços mantendo-se estáveis.

Este aumento no uso de sementes certificadas tem sido um fator crucial para a melhoria da produtividade nacional. Atualmente, 96% dos produtores que atingem recordes de produtividade utilizam sementes certificadas. Os benefícios dessas sementes incluem garantia de qualidade genética, maior potencial produtivo e pureza varietal.

O aprimoramento das sementes tem mostrado resultados evidentes: sementes de alta pureza genética apresentam maior resistência a doenças e melhor vigor, o que assegura uma germinação mais eficaz e um estabelecimento robusto da cultura. Além disso, sementes adaptadas regionalmente oferecem resistência aprimorada a doenças e acesso a tecnologias avançadas de melhoramento, reduzindo a necessidade de insumos químicos e contribuindo para a sustentabilidade do cultivo.

Embora o investimento inicial em sementes certificadas possa ser mais elevado, os ganhos em produtividade e qualidade justificam o custo. Para os produtores de feijão, a escolha de sementes certificadas representa um investimento inteligente, oferecendo segurança, previsibilidade e potencial de retorno econômico superior.

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Em face do aumento potencial na área de plantio, é crucial que a escolha das sementes não seja negligenciada. Recomenda-se que os produtores visitem as sementeiras e investiguem a idoneidade das empresas antes de efetuar a compra. Além disso, sementeiras regionais menores também têm recebido elogios pelos seus trabalhos de melhoramento.

A escolha adequada das sementes é o primeiro passo para garantir o sucesso na colheita e deve ser feita com cuidado, evitando o uso de sementes de qualidade duvidosa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de café deve dar salto e atingir 73,3 milhões de sacas em 2026/27

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Após ciclos consecutivos castigados por intempéries climáticas e gargalos na oferta, o parque cafeeiro brasileiro prepara-se para uma virada expressiva. A produção nacional de café deve registrar uma robusta recuperação na safra 2026/27, projetada para alcançar a marca de 73,3 milhões de sacas de 60 quilos. O avanço reflete diretamente a recomposição do cinturão produtor nacional, historicamente fragilizado por restrições hídricas nas últimas temporadas.

O diagnóstico consta do mais recente relatório mensal divulgado pelo banco Holandês Rabobank, instituição global líder em financiamento do agronegócio. De acordo com a análise setorial a recuperação será capitaneada pelo café do tipo arábica, amplamente favorecido pela regularidade do regime de chuvas nas principais regiões produtoras. Do volume total estimado, o arábica responderá por 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon (robusta) deve somar 24,6 milhões de sacas.

Se as perspectivas para o campo são de fartura, o ritmo do comércio exterior caminha em marcha mais lenta. O fluxo de exportações brasileiras iniciou o ano sob o signo da cautela. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, os embarques ao exterior totalizaram 8,5 milhões de sacas, um tombo severo de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

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Mesmo com uma reação pontual registrada em março — quando o País embarcou 3,04 milhões de sacas, um incremento de 15% sobre fevereiro —, o resultado mensal ainda empacou 7,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a área de inteligência de mercado do Rabobank, o encolhimento do comércio exterior não sinaliza falta de produto, mas sim uma decisão estratégica do cafeicultor. Diante de elevados diferenciais de preços globais e de uma pontual perda de competitividade do grão nacional frente a concorrentes externos, os produtores vêm optando por reter os lotes, adotando uma postura nitidamente defensiva.

Para além das porteiras, o cenário de incertezas globais emergiu como o principal freio à rentabilidade da lavoura. As fricções geopolíticas no Oriente Médio, centralizadas na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, continuam a injetar forte volatilidade nas bolsas internacionais, com reflexo direto nos custos de produção.

A crise pressiona as cotações de energia e derivados de petróleo, encarecendo o frete e a operação de maquinários. O maior impacto, contudo, recai sobre a cadeia de fertilizantes. O Brasil possui uma vulnerabilidade estrutural crônica no setor, dependendo da importação de aproximadamente 90% de todos os nutrientes minerais aplicados no solo. Sob a ameaça de bloqueios logísticos e pressões inflacionárias globais, o preço dos insumos disparou, intensificando os riscos cambiais e tornando a fixação prévia de preços uma engenharia de alto risco para as cooperativas e produtores.

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A perda do poder de compra do agricultor fica evidente na forte deterioração da relação de troca. Em abril, o cafeicultor precisou desembolsar 4,97 sacas de arábica para adquirir uma única tonelada do adubo blend 20-05-20, contra 4,66 sacas exigidas em março. O tombo na comparação anual é dramático: em abril de 2025, bastavam apenas 2,25 sacas para comprar o mesmo volume de nutrientes.

Embora o comportamento lateralizado e as realizações de lucros tragam volatilidade, o arábica subiu 3% em março e 2% em abril, enquanto o robusta recuou 9% e recuperou 3% nos respectivos meses, as cotações internacionais se mantêm em patamares historicamente elevados, o que mitiga parcialmente o aperto das margens.

Fonte: Pensar Agro

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