AGRONEGÓCIO
Mercado aguarda decisões de juros e dólar recua; Ibovespa avança
Publicado em
16 de setembro de 2024por
Da Redação
Nesta segunda-feira (16), o dólar opera em queda, enquanto o Ibovespa registra alta. Os investidores estão atentos às decisões de política monetária previstas para esta semana, com destaque para as reuniões do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil, que ocorrem na chamada “Superquarta”.
Na última sexta-feira, a moeda norte-americana encerrou em queda de 0,92%, cotada a R$ 5,5672. O Ibovespa, por sua vez, subiu 0,64%, fechando em 134.882 pontos.
Expectativa por novas decisões de juros
O mercado vive a expectativa da “Superquarta”, considerada a mais importante de 2024. A expectativa dos investidores é que o Federal Reserve inicie um ciclo de cortes na taxa de juros dos Estados Unidos. No Brasil, espera-se que o Copom eleve a taxa Selic, em um esforço para controlar a inflação.
Além das decisões de juros, o mercado deve acompanhar indicadores econômicos ao longo da semana, como dados da indústria e do varejo nos Estados Unidos, e de arrecadação fiscal no Brasil.
Cotações do dólar
Às 10h11, o dólar registrava queda de 0,40%, sendo negociado a R$ 5,5450. Na sexta-feira anterior, a moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 5,5672, com uma queda semanal acumulada de 0,41%, perda mensal de 1,16% e avanço de 14,73% no ano.
Ibovespa em alta
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subia 0,27% no mesmo horário, aos 135.244 pontos. Na sexta-feira, o índice acumulou alta semanal de 0,23%, queda de 0,83% no mês e uma valorização de 0,52% no ano.
Cenário econômico e movimentação dos mercados
A semana começa com grande expectativa no mercado financeiro, à medida que os investidores aguardam as decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos. O Banco Central do Brasil divulgou, na última sexta-feira, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de julho, considerado uma prévia do PIB. O índice apresentou uma leve contração de 0,4%, após um crescimento de 1,40% em junho, mas acumulou alta de 2,6% no ano e 2,0% em 12 meses.
Além disso, dados recentes do IBGE mostram que o setor de serviços cresceu 1,2% em julho, atingindo 15,4% acima do nível pré-pandemia. O varejo também superou expectativas, com alta de 4,4% no mês de julho.
Outro ponto de atenção é a inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma deflação de 0,02% em agosto, a primeira registrada em 2024, mas a inflação anual segue próxima do teto da meta, com alta acumulada de 4,24% em 12 meses.
Apesar dessa deflação pontual, o mercado mantém suas expectativas de aumento nos preços no futuro, além de preocupações com o cenário fiscal brasileiro. Essas questões reforçam as previsões de que o Banco Central possa aumentar novamente a taxa Selic, que atualmente está em 10,50% ao ano.
Projeções e decisões globais
No cenário internacional, a atenção dos investidores está voltada para a reunião do Federal Reserve, que deve anunciar o primeiro corte de juros desde 2020. Também são aguardadas as decisões de política monetária de outros importantes bancos centrais, como o Banco da Inglaterra (BoE), o Banco do Japão (BoJ) e o banco central da China.
Além disso, dados de produção industrial e vendas no varejo dos Estados Unidos podem influenciar as decisões e o comportamento dos mercados ao longo da semana.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil se prepara para plantar quase 50 milhões de hectares de soja na safra 2026/2027
Published
14 minutos agoon
31 de agosto de 2026By
Da Redação
O Brasil começa a preparar o plantio da safra de soja 2026/27 depois de colher a maior produção de sua história e com uma área cultivada próxima de 50 milhões de hectares. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda não divulgou sua primeira estimativa oficial para a nova temporada, mas a dimensão alcançada pela cultura mostra o tamanho do desafio que estará no campo a partir de setembro: manter a produtividade e a rentabilidade em um ciclo marcado por margens mais apertadas e maior cautela dos produtores.
As primeiras projeções privadas convergem para uma área entre 49 milhões e 49,5 milhões de hectares. A AgRural estima 49,006 milhões de hectares, crescimento de 0,9% sobre a temporada anterior. A StoneX trabalha com 49,5 milhões de hectares, alta de 0,76%, enquanto a Hedgepoint Global Markets projeta 49,2 milhões.
Apesar das diferenças entre os levantamentos, todos apontam para o mesmo cenário: a soja continuará avançando sobre novas áreas, mas em ritmo bem mais lento.
Pela estimativa da AgRural, serão acrescentados aproximadamente 443 mil hectares. Seria o 20º ano consecutivo de expansão da soja no Brasil, porém com o menor crescimento anual de área das últimas duas décadas.
A desaceleração representa uma mudança importante para uma cultura que avançou rapidamente pelo território brasileiro nos últimos anos. Desta vez, a decisão de plantar mais está esbarrando principalmente na rentabilidade esperada para a próxima temporada.
Preços menos favoráveis, fertilizantes e outros insumos ainda caros, maior endividamento e dificuldade de acesso ao crédito levam parte dos produtores a evitar expansões mais agressivas. Em algumas regiões, a estratégia pode passar pela manutenção da área e por ajustes no pacote tecnológico utilizado nas lavouras.
Mesmo assim, as primeiras projeções continuam apontando para uma produção próxima ou superior ao recorde atual.
A StoneX estima 183,1 milhões de toneladas de soja em 2026/27, com produtividade média próxima de 3,7 toneladas por hectare. Se confirmada, seria uma nova máxima para a produção brasileira.
A Hedgepoint trabalha com um cenário mais conservador. A consultoria projeta 181,7 milhões de toneladas, praticamente estáveis em relação às 181,5 milhões estimadas para a temporada anterior. A produtividade média cairia de 3,72 para 3,69 toneladas por hectare.
A diferença entre as projeções mostra que o tamanho da próxima safra dependerá muito mais do rendimento das lavouras do que de uma grande expansão territorial.
Mato Grosso deve plantar mais de 13 milhões de hectares
No maior Estado produtor, a expansão também perdeu velocidade. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que Mato Grosso plante 13,05 milhões de hectares de soja na safra 2026/27.
A produtividade está projetada em 62,44 sacas por hectare e a produção, em 48,88 milhões de toneladas.
Sozinho, Mato Grosso deverá concentrar mais de um quarto de toda a área brasileira destinada à oleaginosa. O Estado também será um dos primeiros a colocar as máquinas no campo depois do fim do vazio sanitário.
A partir de 7 de setembro, a semeadura estará legalmente autorizada em Mato Grosso. O início efetivo dos trabalhos, entretanto, dependerá da chegada e da regularidade das chuvas. Entrar cedo demais com as plantadeiras sem umidade suficiente no solo aumenta o risco de falhas na germinação e necessidade de replantio.
O clima será, portanto, uma das principais variáveis da temporada. As estimativas iniciais trabalham com condições que permitam produtividades próximas dos níveis elevados registrados nas últimas safras, mas eventuais irregularidades nas chuvas podem alterar rapidamente esse cenário.
O comportamento do clima também interfere na janela da segunda safra. Quanto mais cedo a soja for semeada e colhida dentro de condições adequadas, maior tende a ser a janela disponível posteriormente para o milho e o algodão.
Abertura nacional será em 17 de setembro
O início da nova temporada será marcado pela Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27, programada para 17 de setembro, na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (440 km da capital Cuiabá), em Mato Grosso.
O encontro reunirá produtores, pesquisadores e representantes da cadeia produtiva e terá como tema central a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.
A escolha do tema acompanha uma mudança importante na demanda pela oleaginosa. Além das exportações do grão e da utilização do farelo na alimentação animal, o óleo de soja ganha importância com a expansão dos biocombustíveis.
O crescimento do processamento também ocorre no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta aumento do esmagamento mundial de soja na temporada 2026/27, sustentado pela maior demanda por farelo e óleo.
Para o produtor brasileiro, entretanto, a primeira decisão está mais próxima: definir quanto investir na lavoura que começará a ser implantada nas próximas semanas.
A área deverá novamente bater recorde, mas a expansão de menos de 1% prevista por algumas consultorias mostra uma safra diferente das anteriores. Depois de duas décadas avançando rapidamente, a soja entra em 2026/27 com o produtor mais preocupado em preservar margem e produtividade do que simplesmente colocar novos hectares em produção.
Serviço
Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27
Data: 17 de setembro
Horário: 8h, horário de Mato Grosso
Local: Fazenda Horizontina, Ipiranga do Norte (MT)
Fonte: Pensar Agro
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