AGRONEGÓCIO

Rainbow Agro amplia presença no Brasil, que já representa 25% dos negócios globais

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A Rainbow Agro, uma das líderes globais no setor de proteção de cultivos e referência na China, continua sua trajetória de crescimento no Brasil, onde o mercado já responde por 25% do faturamento global da companhia, que alcançou US$ 1,63 bilhão em 2023. Com mais de 20 anos de atuação no setor, a empresa aposta em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento para fortalecer sua presença e garantir a qualidade em todas as etapas da cadeia produtiva.

Presente no Brasil desde 2012, quando registrou seu primeiro produto, a Rainbow Agro vê no país um campo promissor para a expansão de suas atividades. A agricultura brasileira, de grande relevância no cenário mundial, oferece condições favoráveis para a companhia intensificar sua atuação. A estratégia inclui o fortalecimento da equipe local, que busca atender às necessidades específicas dos agricultores, e a expansão de suas operações por meio de canais de vendas que permitam uma maior proximidade com os produtores rurais.

Inicialmente focada em negociações com a indústria e traders, a Rainbow Agro passou a atuar diretamente na comercialização, ampliando sua rede de distribuição no país. Atualmente, são dez centros de distribuição estrategicamente posicionados em diferentes regiões do Brasil, o que permite maior agilidade na entrega de suas soluções.

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Com uma estrutura robusta que inclui nove complexos industriais, escritórios e centros de pesquisa na Europa e Américas, a Rainbow Agro conta com mais de 4.400 colaboradores, sendo cerca de 120 no Brasil. Seu portfólio reúne mais de 7.000 registros de produtos e 300 patentes, além de 100 linhas de produção contínua, o que garante alta eficiência na fabricação e agilidade no atendimento aos clientes.

Um dos destaques da empresa é sua linha de produção de glifosato, que atinge uma capacidade de 260 toneladas por dia, um marco inédito no cenário global. Essa eficiência é resultado da integração entre as diversas áreas da companhia, operadas por centros de controle inteligentes que monitoram e otimizam o processo de manufatura.

A Rainbow Agro também se destaca pelo compromisso com a sustentabilidade. Suas fábricas na China são projetadas para otimizar o uso de recursos energéticos e hídricos, além de atender às rigorosas normas ambientais do país, controlando as emissões de substâncias na atmosfera. Além disso, a empresa investe em soluções tecnológicas que reduzem o impacto ambiental, como produtos com maior concentração de ativos, que requerem menor quantidade de embalagens e transporte.

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Atualmente presente em mais de 100 países, a Rainbow Agro reafirma seu compromisso em promover o crescimento sustentável da produtividade agrícola global. Por meio de inovações e soluções eficientes, a empresa busca atender às necessidades fitossanitárias de diversos cultivos, respeitando os parâmetros internacionais de sustentabilidade e contribuindo para o desenvolvimento do setor agrícola em todo o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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