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Redução na Programação de Embarques de Açúcar Alcança 3,53 Milhões de Toneladas

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A programação de embarques de açúcar nos portos brasileiros registrou uma leve diminuição, totalizando 3,531 milhões de toneladas na semana encerrada em 11 de setembro, de acordo com dados da agência marítima Williams Brasil. Esse número representa uma queda em relação à semana anterior, quando o volume previsto era de 3,628 milhões de toneladas. O número de embarcações aguardando para carregar o produto manteve-se em 86, o mesmo da semana anterior.

Segundo o relatório da Williams Brasil, o Porto de Santos, em São Paulo, permanece como o principal ponto de exportação, com 2,560 milhões de toneladas programadas para embarque. Em seguida, destacam-se o Porto de Paranaguá, no Paraná, com 613.136 toneladas; Imbituba, em Santa Catarina, com 219.040 toneladas; São Sebastião, em São Paulo, com 94.000 toneladas; Recife, em Pernambuco, com 20.357 toneladas; e Itajaí, em Santa Catarina, com 25.000 toneladas.

A maior parte da carga a ser exportada é composta pela variedade de açúcar VHP, somando 3,441 milhões de toneladas, enquanto 90.570 toneladas são da variedade TBC. O levantamento inclui navios já ancorados, aqueles aguardando atracação e embarcações previstas para chegar até o dia 7 de novembro.

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Exportações de Açúcar Alcançam 957 Mil Toneladas em Setembro

Em setembro, o Brasil atingiu uma média diária de receita de US$ 86,126 milhões com as exportações de açúcar e melaços, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário de exportações foi de 191,405 mil toneladas, com um total de 957.026 toneladas exportadas em apenas cinco dias úteis. A receita totalizou US$ 430,632 milhões, com um preço médio de US$ 450,00 por tonelada.

Em comparação com setembro de 2023, houve um aumento de 6% na receita média diária, que no ano anterior foi de US$ 81,236 milhões. O volume exportado também cresceu 20% em relação às 159,547 mil toneladas embarcadas diariamente em agosto de 2023. No entanto, o preço médio por tonelada apresentou queda de 11,6%, passando de US$ 509,20 em setembro de 2023 para US$ 450,00 em setembro de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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