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Desenvolvimento da Cevada no Rio Grande do Sul Atinge Patamares Promissores

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O cultivo de cevada no Rio Grande do Sul está apresentando um desenvolvimento satisfatório, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (12). As condições climáticas favoráveis têm contribuído para um panorama positivo nas lavouras. Atualmente, 60% das áreas cultivadas encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, 33% estão em floração, e 7% em enchimento de grãos. A estimativa para a área cultivada é de 34.429 hectares, com uma produtividade projetada de 3.245 kg por hectare.

No que diz respeito às práticas fitossanitárias, a aplicação de fungicidas para o controle de oídio e a prevenção de giberela está em andamento. Até o momento, não foram registrados grandes problemas com pragas, o que tem favorecido o bom desenvolvimento das plantas.

Na região administrativa de Erechim, aproximadamente 60% das lavouras estão em estágio reprodutivo, enquanto 40% permanecem em fase vegetativa. A cultura está se desenvolvendo bem, com um controle eficaz de plantas daninhas, o que ajuda a manter o potencial produtivo.

Por outro lado, na região de Frederico Westphalen, 40% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 40% em florescimento e 20% em enchimento de grãos. Apesar do avanço nas fases de desenvolvimento, o progresso está abaixo do esperado devido ao excesso de chuvas, baixa disponibilidade de radiação solar no início do ciclo e alta incidência de doenças.

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A região de Ijuí apresenta um bom desenvolvimento das lavouras de cevada, com alto potencial produtivo, especialmente devido à baixa incidência de doenças. As lavouras em fase de espigamento e formação de grãos mostram um elevado número de espiguetas por espiga, o que indica boas perspectivas para a colheita.

Na região de Soledade, 5% das lavouras estão em final de perfilhamento, 70% em alongamento de colmo, 23% em espigamento/florescimento e 2% em enchimento de grãos. As condições climáticas na região têm sido benéficas, permitindo que a cultura evolua normalmente ao longo do ciclo.

Em termos de preços, a cotação média da cevada destinada à indústria de malte é de R$ 85,00 por saca de 60 kg na região de Erechim, enquanto em Frederico Westphalen o valor é de R$ 83,00 por saca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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