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Expo Chapecó: Inscrições Abertas para Animais Brangus

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A Associação Brasileira de Brangus (ABB) anunciou nesta segunda-feira (9) a abertura das inscrições para a Expo Chapecó, que acontecerá de 17 a 20 de outubro no Parque de Exposições Valmor Lunardi, em Chapecó (SC). O evento contará com uma programação abrangente dedicada à raça Brangus. Os criadores interessados em participar têm até o dia 11 de outubro para inscrever seus animais por meio do site da associação (www.brangus.org.br/expo-chapeco).

O presidente da ABB, Cacaio Osório, destacou que Santa Catarina tem se destacado como um dos estados com maior crescimento da raça Brangus. De acordo com dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), o estado registrou um aumento de 207% na utilização de sêmen Brangus nos últimos cinco anos (2019-2023). “Santa Catarina possui importantes criatórios de Brangus e atualmente contamos com 34 sócios no estado. O mercado catarinense é crucial para a genética Brangus, e por isso esperamos uma grande participação na exposição”, afirmou Osório.

A programação da Expo Chapecó para a raça Brangus terá início no dia 17 de outubro com a admissão dos animais. No dia 18 de outubro, às 16h, será realizado o Radar Brangus, um evento voltado para ouvir as demandas dos associados e oferecer informações sobre a raça. Às 18h, ocorrerá o ‘Asadito’ Brangus, uma degustação de carne de alta qualidade. O julgamento dos exemplares está agendado para o dia 19 de outubro, às 8h30min. No mesmo dia, a ABB realizará a entrega dos prêmios com um Happy Hour a partir das 18h e um leilão de genética Brangus às 19h.

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Vale ressaltar que as inscrições para os animais de argola e rústicos não terão custo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Suinocultura deve atingir 53 milhões de cabeças até 2030

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O rebanho suíno brasileiro deve chegar a 53 milhões de cabeças até 2030, crescimento de cerca de 10% em relação ao patamar atual, segundo projeção da Fundação Getulio Vargas (FGV). A expansão acompanha um mercado que vem ganhando tração no consumo interno e nas exportações, mas também pressiona a conta de custos dentro da porteira, especialmente por causa da dependência de milho, farelo de soja, energia e mão de obra.

O Brasil contabilizou 43,9 milhões de suínos em 2024, alta de 1,8% sobre o ano anterior, conforme a Pesquisa da Pecuária Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção segue concentrada no Sul. Santa Catarina é o principal estado produtor, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul. O Paraná, segundo maior rebanho do país, chegou a 7,3 milhões de cabeças em 2024, com 16,6% do efetivo nacional; juntos, os três estados do Sul respondem por 51,9% da produção brasileira.

A força do setor também aparece no comércio exterior. As exportações brasileiras de carne suína somaram 1,510 milhão de toneladas em 2025, recorde histórico e alta de 11,6% sobre 2024. A receita chegou a US$ 3,619 bilhões, crescimento de 19,3%, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). As Filipinas passaram a liderar os destinos, com 392,9 mil toneladas, à frente de China, Chile, Japão e Hong Kong.

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O início de 2026 manteve o ritmo positivo. No primeiro trimestre, o Brasil embarcou 392,2 mil toneladas de carne suína, avanço de 16,5% sobre igual período de 2025. A receita no intervalo somou US$ 916 milhões, alta de 16,1%. Em março, os embarques chegaram a 153,8 mil toneladas, maior volume mensal da série, com receita de US$ 361,6 milhões. Santa Catarina também liderou as exportações no mês, com 71 mil toneladas, seguida por Rio Grande do Sul e Paraná.

A projeção da FGV indica que a expansão não ficará restrita ao eixo tradicional. A maior parte do crescimento continuará no Sul, mas estados fora da rota clássica da suinocultura devem ganhar espaço. Roraima pode chegar a 247 mil cabeças, avanço de 222% frente a 2019, enquanto Pernambuco deve dobrar o plantel, alcançando 1,7 milhão de animais. A interiorização da atividade reduz a dependência do Centro-Sul e aproxima a produção de novos mercados consumidores.

O crescimento, porém, não garante margem automaticamente. Entre julho de 2010 e maio de 2025, o preço médio do suíno subiu 237%, acima da inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que avançou 176% no período, segundo os dados do estudo. Ainda assim, o produtor seguiu exposto à oscilação dos grãos. A alimentação representa a maior parcela do custo de produção, e qualquer alta do milho ou do farelo de soja reduz rapidamente a rentabilidade da granja.

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Além da conta econômica, há pressão ambiental. A expansão do rebanho aumenta o volume de dejetos e as emissões de metano, o que torna o uso de biodigestores uma alternativa cada vez mais importante. A tecnologia permite transformar resíduos em biogás, energia e biofertilizantes, reduzindo passivos ambientais e criando uma nova fonte de receita. Levantamentos da Embrapa apontam que os custos de produção de suínos voltaram a subir em 2025, reforçando a necessidade de eficiência dentro da propriedade.

A tendência é que a suinocultura brasileira avance apoiada em três pilares: demanda interna por proteína mais acessível, diversificação dos mercados externos e maior profissionalização das granjas. Para o produtor, o desafio será transformar crescimento de rebanho em renda. Isso dependerá menos do número de animais alojados e mais da capacidade de controlar custo, aproveitar dejetos, melhorar conversão alimentar e acessar mercados que paguem melhor pela proteína brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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