BRASIL
Saúde e nutrição com Clayton Camargos: magnésio, sim ou não?
Publicado em
12 de setembro de 2024por
Da Redação

Os dados sobre tomar um suplemento de magnésio são decepcionantes para alguns dos supostos benefícios popularizados nas mídias sociais , incluindo sua ingestão para fadiga e sintomas de humor. Existem poucas circunstâncias claras em que a suplementação de magnésio é garantida, portanto, é difícil para um nutricionista como eu conferir à suplementação de magnésio um selo de aprovação incondicional.
Aqui está uma alternativa que posso endossar com prazer: coma mais alimentos ricos em magnésio. Dessa forma, você obterá o impulso desse mineral na sua dieta, bem como os outros benefícios naturais dos alimentos.
O magnésio é um íon essencial contido em todas as células do nosso corpo. Dependemos desse mineral para muitas funções celulares importantes, incluindo metabolismo, transporte através das membranas celulares e ligação de hormônios.
Se torna complicado quando pessoas relativamente saudáveis começam a tomar suplementos de magnésio. Embora o excesso possa ser tóxico para o organismo, tomar níveis baixos – menos de 350 mg por dia – provavelmente não causará nenhum dano, a menos que você tenha doença renal. Mas também pode não fazer bem.
É importante discutir o início da suplementação de magnésio com seu profissional de saúde. Portadores de doença renal podem ter mais dificuldade para se livrar do excesso de magnésio ingerido como suplementos. Os sinais de uma overdose desse nutriente incluem hipotensão, reflexos precários e alterações no ritmo cardíaco.
Aqui estão algumas áreas onde sabemos que a suplementação de magnésio pode ser benéfica e outras onde pode existir um potencial benefício, mas as evidências não são tão fortes:
Constipação leve: um efeito colateral bem conhecido desses suplementos é a diarreia, portanto, eu recomendo com segurança certas formulações de magnésio para meus pacientes com constipação leve.
Pré-eclâmpsia e outras condições graves intra hospital: quando o magnésio é administrado por via intravenosa a pacientes com pré-eclâmpsia, ele reduz mais da metade o risco de desenvolver eclâmpsia. No entanto, nesse cenário, o magnésio seria administrado pela equipe de saúde no hospital. Da mesma forma, há certas arritmias cardíacas críticas, como torsades de pointes, onde o magnésio intravenoso pode ser administrado pelos especialistas no ambiente hospitalar.
Enxaquecas: os ensaios randomizados sobre suplementos orais de magnésio na sua maioria são mistos, mas apresentam tendência positiva, embora os dados gerais sejam bastante limitados. Se você ainda quiser experimentar o magnésio, aumentar a quantidade de alimentos ricos nesse nutriente em sua dieta diária provavelmente ainda é o melhor caminho.
Transtornos de humor: um estudo de 2016 descobriu que pessoas portadoras de depressão de grau leve a moderado que tomaram suplementos de magnésio por seis semanas relataram melhora do humor em comparação com aquelas que não tomaram. No entanto, este estudo não foi cego, nem controlado por placebo, e não temos ensaios de alta qualidade mostrando um benefício do magnésio para sintomas de ansiedade. Meu conselho? Discuta seus sintomas com um especialista, pois psicoterapia e medicamentos ainda são as opções com as evidências mais fortes para ajudar.
Clique aqui para acessar o estudo: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0180067
Alto nível de açúcar no sangue: o aumento do consumo de alimentos ricos em magnésio está associado a um menor risco de diabetes tipo II, no entanto, de acordo com a American Diabetes Association, não há evidências suficientes de que os suplementos de magnésio ajudem a reduzir o açúcar no sangue em pessoas portadoras de diabetes.
Clique aqui para acessar o estudo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3816916/
Hipertensão arterial sistêmica: vários estudos confirmaram que a suplementação de magnésio reduz a pressão arterial, mas o tamanho do efeito não é profundo (em média, uma diminuição de 2,2 mmHg na pressão arterial diastólica). Vale a pena discutir estratégias mais eficazes para reduzir a pressão arterial com seu médico, tendo em mente que o aumento do magnésio na dieta está associado a um menor risco de doença cardiovascular.
Outras manifestações onde há ainda menos evidências para suplementos de magnésio são insônia, cãibras em membros inferiores e demência.
Quais alimentos são mais ricos em magnésio?
Estudos mostram que cerca de metade dos pesquisados não atendem aos requisitos dietéticos estimados de magnésio. Homens adultos devem ter como meta 400-420 mg por dia e mulheres 310-320 mg por dia.
O magnésio é frequentemente encontrado em alimentos ricos em fibras, como folhas verdes, sementes e nozes. Asse as sementes de abóboras – uma xícara contém 168 mg de magnésio. Esses alimentos tendem a ter muitos benefícios à saúde bem estabelecidos – e são abundantes na dieta mediterrânea – que superariam a ingestão de cápsulas de magnésio.
Aqui está uma lista de alimentos comuns que são ricos em magnésio:
- Folhas verdes como espinafre e couve;
- Sementes e castanhas;
- Chocolate amargo;
- Abacates;
- Peixes gordurosos;
- Leguminosas;
- Grãos integrais.
Quais são os sinais em que meu magnésio está baixo?
Níveis criticamente baixos de magnésio no sangue estão associados a complicações graves, como ritmos cardíacos anormais e morte cardíaca súbita. Mas a ingestão insuficiente de magnésio na dieta não se traduz necessariamente em níveis sanguíneos terríveis. Nossos rins fazem um trabalho fantástico em coletar e salvar os minerais de que precisamos e excretar aqueles de que não precisamos.
Alguns exemplos de condições ou medicamentos que sabemos estarem ligados a uma deficiência de magnésio – e para os quais a suplementação poderia, de fato, ser recomendada – são:
- Doença celíaca;
- Doença de Crohn;
- Consumo crônico de álcool;
- Resistência à insulina ou diabetes tipo II;
- Certos medicamentos diuréticos, incluindo furosemida e hidroclorotiazida;
- Inibidores da bomba de prótons, como pantoprazol, se tomados por longo prazo.
Informação é prevenção. Você tem alguma dúvida sobre saúde, alimentação e nutrição? Envie um e-mail para [email protected] e poderei responder sua pergunta futuramente. Nenhum conteúdo desta coluna, independentemente da data, deve ser usado como substituto de uma consulta com um profissional de saúde qualificado e devidamente registrado no seu Conselho de Categoria correspondente.

*Clayton Camargos é sanitarista pós-graduado pela Escola Nacional de Saúde Pública – ENSP/Fiocruz. Desde 2002, ex-gerente da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC) do Ministério da Saúde. Subsecretário de Planejamento em Saúde (SUPLAN) da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Consultor técnico para Coordenação-Geral de Fomento à Pesquisa Em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde. Coordenador Nacional de Promoção da Saúde (COPROM) da Diretoria de Serviços (DISER) da Fundação de Seguridade Social. Docente das graduações de Medicina, Nutrição e Educação Física, e coordenador dos estágios supervisionados em nutrição clínica e em nutrição esportiva do Departamento de Nutrição, e diretor do curso sequencial de Vigilância Sanitária da Universidade Católica de Brasília (UCB). Atualmente é proprietário da clínica Metafísicos.
CRN-1 2970.
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Fonte: Nacional
BRASIL
Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia
Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado
Published
1 semana agoon
15 de maio de 2026By
Da Redação
O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.
O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.
A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.
Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.
O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.
O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.
Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.
Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.
“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.
A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.
Entenda o caso
A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.
O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.
Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.
A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.
Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.
Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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