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Portos do Paraná Batem Recorde de Movimentação com Expansão nas Importações

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Os portos do Paraná alcançaram um novo marco na movimentação de cargas. Em agosto de 2024, foram movimentadas 6.869.966 toneladas, superando em 4% o recorde anterior, que havia sido registrado em junho do mesmo ano, com 6.582.670 toneladas.

O grande destaque do mês foi o aumento expressivo nas importações, que cresceram 41% em comparação ao mesmo período de 2023. O volume importado subiu de 1.741.094 toneladas para 2.446.892 toneladas, impulsionado principalmente pela importação de fertilizantes, que totalizou 1.183.490 toneladas – um crescimento de 59% em relação ao volume do ano passado, que foi de 745.201 toneladas.

O segmento de contêineres também teve um desempenho relevante, registrando um aumento de 22% nas importações, com 62.218 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados, frente aos 51.017 TEUs no mesmo período de 2023.

“O alinhamento das estratégias logísticas e o trabalho integrado das equipes têm sido fatores determinantes para elevar nossa performance e posicionar os portos do Paraná como uma referência no cenário nacional”, destacou Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

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Nas exportações, o cenário também foi de crescimento. Em agosto, foram movimentadas 4.423.074 toneladas, o que representa um aumento de 3% em relação ao mesmo mês de 2023, quando foram exportadas 4.301.622 toneladas. A soja em grão foi o principal produto exportado, com 1.863.825 toneladas, um aumento de 10% em comparação ao volume registrado no mesmo período do ano anterior, que foi de 1.694.016 toneladas.

Mesmo enfrentando condições climáticas desafiadoras, como cinco dias de chuva e oito dias de neblina, o desempenho logístico dos portos paranaenses não foi prejudicado. “Atingimos um resultado histórico, com grande eficiência de produtividade, especialmente nas descargas ferroviárias. Com a conclusão das obras do Moegão, esperamos um aumento ainda maior na movimentação de cargas e na atração de novos investidores”, afirmou Gabriel Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná.

O Moegão, considerado o maior projeto portuário em andamento no Brasil, é uma obra estratégica para o crescimento dos portos do Paraná. Com um investimento de R$ 592 milhões, o projeto busca reduzir os cruzamentos ferroviários urbanos e ampliar em 65% a capacidade de recepção de trens, passando de 550 para 900 por dia. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2025, prometendo otimizar ainda mais o fluxo de cargas ferroviárias e impulsionar os negócios na região.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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