Mato Grosso

Polícia Civil prende homem condenado por estupro de vulnerável em Alta Floresta

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Um homem condenado por estupro de vulnerável foi preso pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (09.09), no município de Alta Floresta (a 803 km ao norte de Cuiabá).

O procurado, de 54 anos, teve a prisão definitiva decretada pelo juízo da comarca local, após ser sentenciado a pena de 8 anos de reclusão pela prática de violência sexual contra duas crianças de 10 anos.

Conforme apurado pela Delegacia de Polícia de Alta Floresta, os crimes ocorreram no ano de 2015 e, na época, o acusado tinha relação de parentesco com as vítimas. A denúncia foi feita pelos próprios familiares.

No decorrer do inquérito, as crianças foram ouvidas em depoimento especial. Familiares também foram ouvidos, além de laudos periciais e relatórios de atendimento psicológico elaborados para a investigação.

Com a conclusão das investigações e indiciamento, o mesmo foi sentenciado e condenado. Diante da ordem judicial de prisão, o acusado foi preso nesta segunda-feira (09), em uma residência no bairro Jardim Primavera.

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A Polícia Civil de Alta Floresta destaca o compromisso em proteger crianças e adolescentes, e reforça a importância da população de denunciar quaisquer suspeitas de abuso contra menores.

Denúncias sigilosas podem ser feitas através dos seguintes canais: disque 197, disque 100 ou disque 180.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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