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Declara Agro: Irregularidades em Arrendamentos Rurais Podem Gerar Problemas Fiscais

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A Secretaria da Receita Federal ampliou sua fiscalização sobre o agronegócio com a expansão da operação Declara Agro, que, antes restrita ao Sul do país, agora atua em todo o território nacional. A atual fase da operação visa identificar e corrigir irregularidades relacionadas ao pagamento de arrendamentos de propriedades rurais, conforme detalhado pelo advogado tributarista Leonardo Amaral, do escritório Amaral e Melo Advogados.

Leonardo Amaral explica que muitos produtores rurais confundem os contratos de parceria rural e arrendamento, o que pode levar a erros significativos no recolhimento de impostos. Uma prática comum é o pagamento do arrendamento por meio da entrega de grãos. Quando o proprietário da fazenda vende essa produção e a declara como receita de atividade rural própria, ele paga uma alíquota menor de até 5,5%. Contudo, essa abordagem está incorreta, pois o pagamento do arrendamento, mesmo em grãos, deve ser tributado como receita de aluguel, com uma alíquota de 27,5%.

Amaral esclarece que a diferença na alíquota decorre da distinção entre arrendamento e parceria rural. No arrendamento, os rendimentos são tributados como aluguel comum, enquanto, em contratos de parceria rural, os valores obtidos da comercialização da produção estão sujeitos ao Imposto de Renda Rural, com carga fiscal reduzida.

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Além disso, o especialista destaca outra questão comum entre arrendatários: muitos não registram os pagamentos de arrendamento realizados em grãos em seus livros caixa rurais, resultando em omissão de receita e falta de pagamento do Imposto de Renda.

Leonardo Amaral recomenda que produtores rurais nesta situação consultem seus contadores ou advogados especializados. Se irregularidades forem confirmadas, é aconselhável iniciar a autorregularização para pagar o imposto devido sem multas e juros, que podem alcançar até 150% do valor do imposto não recolhido. Essa medida ajuda a evitar problemas futuros, como a perda da produção ou de patrimônio.

“É uma situação irregular, mas bastante comum na relação entre o dono de uma fazenda e o produtor que utiliza a área arrendada. Portanto, é fundamental prestar atenção e buscar regularizar a situação o mais breve possível”, conclui Amaral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mutirão de regularização fundiária no Doutor Fábio Leite II é retomado nesta segunda-feira

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, retoma, nesta segunda-feira (4), até quarta-feira (6), o mutirão de cadastramento voltado aos moradores do bairro Doutor Fábio Leite II que desejam regularizar seus imóveis. O atendimento ocorre das 9h às 16h, na Rua dos Trabalhadores, quadra 77, casa 18.

A ação teve início na quarta-feira (29) e também foi realizada na quinta-feira (30), dando continuidade ao processo de regularização fundiária. O objetivo é garantir o acesso ao título definitivo de propriedade, assegurando mais segurança jurídica às famílias e contribuindo para a valorização dos imóveis.

De acordo com a coordenadora de Habitação, Graziele Rondon, a entrega e a atualização dos documentos são etapas fundamentais para o andamento do processo. “Estamos orientando os moradores sobre a atualização dos documentos. Quem já tem processo em andamento poderá complementar a documentação e, para quem ainda não iniciou, será aberto um novo processo pela equipe técnica de regularização. Em outro momento, a equipe social realizará visita domiciliar para comprovação dos documentos apresentados e também para verificar o uso do lote”, explicou.

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Entre os moradores que compareceram nos primeiros dias de atendimento está André Luiz, que vive há mais de 15 anos no bairro. Segundo André, a regularização representa mais segurança para a família. “Para nós, moradores, regularizar o terreno é uma garantia a mais. Moro aqui há mais de 15 anos e vi toda a evolução do bairro. Já temos asfalto, melhorias, mas precisamos do documento. Morar em um lugar sem documentação é não ter garantia de nada. Vim dar entrada no processo para ter essa segurança”, afirmou.

A moradora Karina Cristine, que reside há 26 anos no bairro Doutor Fábio Leite II, também participou do mutirão. “Já tenho mais de 26 anos morando aqui e, há dois anos, dei entrada no processo. Acredito que agora será a oportunidade de concluir. É um sonho ter o documento da casa, não só para mim, mas para muitas pessoas que moram aqui há tantos anos”, relatou.

Durante o mutirão, os moradores recebem orientações sobre a documentação necessária, podem entregar pendências e contam com o apoio da equipe social para dar andamento às etapas do processo de regularização fundiária.

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Confira abaixo os documentos necessários para dar início ao processo de regularização:

Para solteiros: certidão de nascimento, RG e CPF;
Para casados: certidão de casamento, RG e CPF de ambos;
Para divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio, RG e CPF apenas de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
Para viúvos: certidão de casamento e certidão de óbito do cônjuge falecido, RG e CPF de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
União estável: escritura pública de cartório ou homologação dessa condição feita em juízo, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.

Trazer também:

Contrato de compra e venda da casa ou outro documento do imóvel (é necessário constar quadra e lote, por exemplo: título de posse antigo, IPTU etc.);
Comprovante de endereço da casa a ser regularizada (água, luz, telefone etc.);
Comprovante de renda de todos os moradores da casa dos últimos três meses.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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