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Mercado de Arroz no Brasil: Pressão Altista Contrasta com Demanda Moderada

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O mercado de arroz no Brasil iniciou o mês de setembro com uma tendência de alta nos preços, impulsionada pela maior valorização do grão em casca. Produtores, com boa capitalização, têm elevado suas pedidas, mas o ritmo de negociações permanece lento.

Evandro Oliveira, analista da Safras & Mercado, aponta para uma desconexão entre os preços do arroz em casca e os do arroz beneficiado, que têm reagido de forma mais tímida. “Há um equilíbrio delicado no setor, com uma pressão altista sendo contida por dificuldades no consumo e incertezas climáticas, especialmente com a influência do fenômeno La Niña”, destaca Oliveira, acrescentando que a situação mantém o mercado em uma postura de cautela.

A demanda por arroz, especialmente no varejo, tem enfrentado desafios, mesmo com promoções pontuais que buscam incentivar o consumo. No entanto, a sensibilidade do consumidor aos preços segue como um obstáculo para a indústria, que tem encontrado dificuldades para repassar os aumentos ao varejo, o que acaba por restringir ainda mais a demanda. Além disso, as incertezas climáticas adicionam complexidade ao cenário, especialmente na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, onde alguns produtores já iniciaram a semeadura da nova safra 2024/25, antecipando-se às chuvas previstas para as primeiras semanas do mês.

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Ao longo da semana, as negociações continuaram em ritmo lento. A terça-feira teve movimentos pontuais, enquanto a quarta-feira foi marcada por estabilidade nos preços, mas com a demanda ainda contida. Na quinta-feira, o cenário se repetiu: oferta limitada, vendas tímidas e margens industriais apertadas.

A expectativa para os próximos dias é de que o mercado continue oscilando entre a pressão por elevação de preços e o consumo retraído, com as condições climáticas sendo um fator determinante para o andamento das negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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