AGRONEGÓCIO

Especialistas debatem lucros sustentáveis e benefícios ambientais em São Paulo

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Neste sábado (07.09), São Paulo será palco do painel “Agricultura regenerativa: onde lucros e sustentabilidade se encontram”, parte do evento Four Summit. Especialistas se reunirão para discutir os benefícios econômicos e ambientais da agricultura regenerativa, abordando como essas práticas podem aumentar a produtividade e gerar lucros sustentáveis.

A agricultura regenerativa tem se destacado por suas práticas que não apenas conservam, mas também restauram os ecossistemas agrícolas. Essas práticas incluem a rotação de culturas, o uso de compostagem e a integração de gado, que podem melhorar a saúde do solo, aumentar a biodiversidade e reduzir a necessidade de insumos químicos. Como resultado, os produtores podem ver um aumento na produtividade e uma redução nos custos operacionais, gerando lucros mais sustentáveis a longo prazo.

Um dos desafios para a adoção da agricultura regenerativa é a mudança de mentalidade dos produtores. Estratégias para superar resistências incluem a educação e a demonstração de resultados positivos através de estudos de caso e exemplos práticos. Incentivar a adoção dessas práticas pode ser facilitado por meio de programas de treinamento e apoio técnico, mostrando aos produtores os benefícios tangíveis e intangíveis da agricultura regenerativa.

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A certificação para produtos regenerativos pode abrir novas oportunidades de mercado, tanto no Brasil quanto no exterior. Produtos certificados como regenerativos podem atrair consumidores que estão dispostos a pagar um prêmio por produtos sustentáveis, aumentando assim a rentabilidade dos produtores. Além disso, a certificação pode facilitar o acesso a mercados internacionais que valorizam práticas agrícolas sustentáveis.

Para apoiar a transição para a agricultura regenerativa, é essencial discutir linhas de crédito e incentivos financeiros. O painel abordará como diferentes formas de financiamento, incluindo créditos com juros baixos e subsídios, podem ajudar os produtores a adotar práticas regenerativas sem comprometer sua estabilidade financeira.

O painel contará com a presença de Felipe Holzhacker Alves, presidente da Morro Verde, empresa referência em fertilizantes de baixo carbono; Evanete Peres Domingues, proprietária das Fazendas Paraíso, reconhecida pela produção de café regenerativo; e Nataly Barros, gerente sênior de sustentabilidade da Mars, que lidera iniciativas de práticas regenerativas em cadeias de abastecimento no Brasil, México e EUA. A mediação ficará a cargo de Beatriz Gunther, editora-chefe do Mercado & Companhia no Canal Rural.

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Este evento promete ser uma oportunidade valiosa para explorar como a agricultura regenerativa pode ser uma solução viável para aumentar a rentabilidade agrícola enquanto se preserva o meio ambiente.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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