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Grupo de Monitoramento do Judiciário promove evento sobre leitura no sistema prisional

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O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF/MT) promove nessa quinta e sexta-feira (5 e 6 de setembro) a capacitação “Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena”, realizada de forma on-line. 
 
Na tarde deste primeiro dia (5 de setembro), professoras falaram sobre experiências de projetos desenvolvidos em unidades penitenciárias de Mato Grosso. 
 
A professora Ana Maria Marques, do Departamento de História da Universidade Federal de Mato Grosso, integrante da Comissão de Validação de Remição pela Leitura na penitenciária feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, falou sobre a importância da leitura na formação e transformação do indivíduo e estratégias utilizadas para o incentivo da leitura, como clube de leitura, discussões temáticas e leituras curtas.
  
A professora Vandilma Maria Teofilo, coordenadora do setor educacional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e atuante na Cadeia Pública de Mirassol D’Oeste, contou suas experiências e falou da profundidade dos livros trabalhados com os reeducandos, o gosto pela leitura compartilhado com os alunos e o impacto que ela consegue obter na vida deles.  
 
Kariny Lisboa, estudante de pedagogia da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), falou sobre o projeto Tertúria Literária, de extensão de aprendizagem dialógica, realizado na Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis. “Não tem como falar de educação sem transformação, então na primeira vez que falamos com eles, falamos sobre transformar a perspectiva de vida deles”, destacou Kariny. 
 
Para finalizar, a professora Arlene Ferreira Zeferini, pedagoga do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, apresentou o projeto “Literaliberdade”, realizado desde 2021 na unidade penitenciária. Ela falou, dentre outros assuntos, sobre plágio, que é um problema encontrado pelas comissões avaliadoras, buscando soluções até por meio de relatos orais. 
 
“Foi um encontro leve, bem proveitoso, parabéns a todos os expositores”, afirmou o juiz Bruno D’Oliveira Marques, integrante do GMF. O gestor Lusanil Cruz e a servidora Maria Fernanda Daltro, do GMF, conduziram a reunião.
 
Participaram mais de 160 pessoas de todo o Estado.  
 
Mylena Petrucelli 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

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A dificuldade para ler e compreender textos, que para muitos passa despercebida, pode ser um obstáculo significativo para pessoas com dislexia e TDAH. O tema foi abordado no podcast Prosa Legal, da Rádio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em entrevista com a psicóloga do Departamento de Saúde, Gisele Ramos de Castilho Teixeira. Durante a conversa, ela destacou os desafios enfrentados por esse público e reforçou o papel do setor público na construção de uma comunicação mais inclusiva.

Logo no início da entrevista, a psicóloga explicou que a leitura pode gerar cansaço e dificultar a compreensão. “A principal dificuldade é a fadiga e a impulsividade. Quando a pessoa com dislexia lê, muitas vezes ela tenta adivinhar o que está lendo. Ela tem dificuldade de decodificar a letra, troca ‘p’ por ‘b’, por exemplo. Isso traz muitas consequências cognitivas, tanto para a criança quanto para o adulto”, afirmou.

Papel do setor público

Ao falar sobre inclusão, Gisele Teixeira foi direta em destacar a responsabilidade das instituições públicas. Para ela, é o setor público quem deve criar políticas que garantam o acesso e o pertencimento dessas pessoas na sociedade.

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“Quem faz as políticas é o setor público. Então, é preciso ter esse olhar afetivo, esse olhar diferenciado. É isso que vai fazer com que a pessoa com alguma deficiência consiga se incluir, consiga, por exemplo, pesquisar um processo no site do Tribunal de Justiça”, disse.

A psicóloga ressaltou que essas ações são fundamentais para que essas pessoas se sintam parte da sociedade e tenham seus direitos garantidos, especialmente no acesso à informação.

Acesso e ferramentas

Durante a entrevista na Rádio TJMT, também foi destacada a importância de pensar em formas de facilitar o acesso à leitura e à informação. Segundo ela, pessoas com dislexia e TDAH podem perder o foco com textos longos e ter dificuldade de manter a atenção.

“O TDAH é a questão da atenção. Muitas vezes, a pessoa começa a ler um texto grande e perde o foco. Já na dislexia, ela não consegue ver a palavra como quem não tem essa dificuldade vê. Ela começa a trocar letras, a adivinhar”, explicou.

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Orientação e busca por ajuda

Ao final da conversa, Gisele orientou que o primeiro passo é se conhecer e buscar ajuda especializada. Ela destacou a importância de dividir a leitura em partes menores e respeitar os próprios limites.

“Se a pessoa pega um texto muito grande, muitas vezes ela não tem foco. Então, é importante trabalhar por partes e se conhecer no dia a dia. E, principalmente, aceitar essa condição para buscar ajuda”, orientou.

A psicóloga também lembrou que esse apoio pode envolver diferentes profissionais. “É uma busca com fonoaudiólogo, com psicopedagogo, com terapia. Muitas vezes até com medicamentos. Essa rede de apoio é importante para cada um desses casos”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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