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Com segurança reforçada, Esplanada será fechada na véspera do 7 de Setembro

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Com segurança reforçada, Esplanada será fechada na véspera do 7 de Setembro
Redação GPS

Com segurança reforçada, Esplanada será fechada na véspera do 7 de Setembro

A Esplanada dos Ministérios será fechada para o trânsito de veículos a partir das 23h desta sexta-feira (6) como parte do plano de segurança para o desfile cívico de 7 de Setembro .

O Protocolo de Operações Integradas (POI), elaborado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal ( SSP-DF ) em conjunto com diversos órgãos locais e federais, prevê um robusto esquema de policiamento, controle de acesso e organização do trânsito para garantir a segurança de participantes, autoridades e edifícios públicos durante o evento.

Segundo o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, o planejamento contempla diferentes cenários para garantir que a festividade ocorra de forma tranquila.

“Ajustes e mobilização para atuação em diferentes cenários também estão previstos no planejamento e serão feitos de forma coordenada caso seja necessário, mas o que temos é a previsão de uma festa tranquila”, afirma.

A operação contará com linhas de revistas espalhadas pelos acessos à área do desfile, garantindo que apenas itens seguros entrem na Esplanada.

“Serão feitas abordagens com foco na retirada de objetos que possam comprometer a segurança, como facas e canivetes”, explica o coronel Wesley, comandante do Departamento de Operações (DOP) da Polícia Militar do DF (PMDF).

Trânsito

A partir das 23h de sexta-feira, será proibida a circulação de veículos na Esplanada dos Ministérios, desde a alça leste da Rodoviária do Plano Piloto até o 1º Grupamento de Bombeiro Militar. No sábado (7), a partir das 6h, o bloqueio será estendido, permitindo o acesso apenas a ônibus autorizados. A interdição também afetará o trecho da L4 Sul até as proximidades da Ponte JK, que estará reservado para veículos blindados que participarão do desfile.

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O comandante de Policiamento de Trânsito da PMDF, coronel Edvã Sousa, recomenda à população que evite a região durante o período e siga as orientações dos agentes de trânsito. “Orientamos a população a estar atenta e evitar a região nesse período; no mais, estamos trabalhando para que o trânsito seja impactado o mínimo possível”, ressalta Sousa. Além disso, o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Glauber Peixoto, reforça a importância de seguir as sinalizações para garantir a fluidez do trânsito. “Ressaltamos a importância de observar a sinalização e as orientações dos agentes para que o trânsito possa fluir normalmente e não haja riscos de sinistros.”

Cidade da Segurança

Durante o evento, uma estrutura conhecida como “Cidade da Segurança Pública” será montada ao lado do Museu da República para servir como ponto de apoio às forças de segurança e demais órgãos envolvidos. Imagens de drones e câmeras de alta resolução acopladas à Plataforma de Observação Elevada (POE) auxiliarão na monitoração da área.

Unidades especializadas da PMDF, como Rotam, Cavalaria, BPCães, além de equipes do BPChoque e Bope, estarão presentes na Cidade da Segurança, prontas para agir em qualquer eventualidade. A Delegacia Móvel da Polícia Civil do DF (PCDF) estará disponível para registro de ocorrências e bloqueio de celulares roubados ou furtados. O Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) também estará de prontidão, equipado para atender emergências com viaturas e a Plataforma de Observação Elevada.

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Cuidados

Com a previsão de sol forte e baixa umidade, o CBMDF recomenda que o público use roupas leves, protetor solar e se mantenha hidratado. Para crianças, é aconselhável que estejam identificadas para facilitar a localização em caso de perda. Uma estrutura específica será montada entre o Museu da República e a Biblioteca Nacional para atendimento de crianças perdidas, contando com o apoio de conselheiros tutelares e forças de segurança.

Durante o desfile, será proibido o porte de objetos pontiagudos, garrafas de vidro e hastes de bandeiras, além do uso de drones não autorizados na área. As vias interditadas serão liberadas gradualmente após a dispersão do público, conforme avaliação das autoridades de trânsito.

Com informações da Agência Brasília

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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