Um veículo utilizado por membros de uma facção criminosa para sequestrar vítimas de “salves” foi apreendido pela Polícia Civil, na sexta-feira (30.09), durante investigações conduzidas pelos policiais da Delegacia de Lucas do Rio Verde, para apurar ocorrências de sequestros, tortura e lesão corporal no município.
O veículo Celta preta foi localizado em uma região de mata no bairro Jaime Seiti Fujii, local onde as vítimas seriam levadas para sofrer ameaças e torturas praticadas pelos membros da organização criminosa.
As investigações iniciaram no dia 23 de agosto, após uma mulher ser sequestrada no final da tarde em uma praça da cidade. As imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que a vítima encontrou com um dos suspeitos e foi colocada dentro de um veículo de cor escura.
A vítima foi encontrada mais tarde com múltiplas lesões pelo corpo, sendo encaminhada para o Pronto Atendimento Municipal. Assim que foi comunicada do sequestro da vítima, a equipe da Polícia Civil iniciou as diligências, conseguindo informações sobre um dos envolvidos no crime.
Na ocasião, o suspeito de 18 anos foi preso em flagrante, sendo apreendido na casa dele, porções de maconha e cocaína, quatro simulacros de pistola, além da camiseta e o boné utilizados no momento do sequestro da vítima. O jovem foi conduzido à Delegacia de Lucas do Rio Verde onde foi autuado em flagrante pelos crimes de sequestro, lesão corporal e tráfico de drogas.
Na sexta-feira (30), em continuidade às investigações deste e de outros sequestros ocorridos no município, os investigadores foram até o ponto que seria utilizado pelos suspeitos para a prática de “salves” e no local encontraram o veículo Corsa, utilizado para levar a força às vítimas.
O veículo apreendido e levado à delegacia, onde foi reconhecido pelas vítimas como o carro utilizado pelos membros da organização criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar e prender outros envolvidos no crime.
A Justiça determinou, em 2026, o bloqueio de mais de R$ 5,4 milhões em bens e ativos financeiros no âmbito de quatro investigações conduzidas pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), que apuram crimes contra a ordem tributária.
Cinco medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário atingem ativos financeiros, 14 imóveis e 21 veículos pertencentes a pessoas físicas e empresas investigadas. As decisões autorizaram o bloqueio de valores por meio do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), até o limite de R$ 5.470.870,81, além do sequestro, da indisponibilidade e da restrição patrimonial sobre os bens.
Entre os bens alcançados pelas decisões judiciais estão apartamentos, casas, imóveis comerciais, propriedades rurais e participações em imóveis localizados nos estados de Mato Grosso, Bahia e São Paulo. Também foram determinadas restrições sobre veículos pertencentes aos investigados.
As medidas patrimoniais têm como objetivo impedir a transferência, ocultação ou dilapidação de bens durante o curso das investigações, garantindo a efetividade de eventual reparação dos prejuízos causados aos cofres públicos.
As investigações são conduzidas pela Defaz no âmbito do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT), força-tarefa integrada pela Polícia Civil, Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e Ministério Público Estadual (MPMT), voltada ao combate à sonegação fiscal e à recuperação de ativos.
Cira-MT
O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) reúne órgãos estaduais que atuam na investigação de crimes contra a ordem tributária e na recuperação de recursos desviados dos cofres públicos.
A estratégia do Comitê é preservar o patrimônio dos investigados para evitar a ocultação ou transferência de bens antes da conclusão dos processos criminais e fiscais, assegurando a efetividade das decisões judiciais e a reparação dos danos ao Estado.
Segundo o Cira-MT, novas medidas estão em andamento. O bloqueio de mais de R$ 5,4 milhões integra as ações adotadas no curso das investigações sobre crimes tributários e de recuperação de ativos.
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