AGRONEGÓCIO

A Importância da Rastreabilidade de Produtos: Transparência e Responsabilidade na Cadeia Produtiva

Publicado em

Luciana Camponez Pereira Moralles, advogada especializada em Direito Ambiental e Regulatório do escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados, destaca que a rastreabilidade de produtos e serviços está se tornando cada vez mais relevante no contexto jurídico. O conceito se relaciona diretamente com a responsabilidade na cadeia produtiva e a verificação da origem legal dos produtos finais. Além de promover transparência e confiança entre produtores, consumidores e órgãos reguladores, a rastreabilidade se revela essencial para assegurar a conformidade legal e a proteção ambiental.

A rastreabilidade refere-se à capacidade de acompanhar e verificar o histórico, a aplicação ou a localização de um produto através de registros identificáveis. Esse processo permite monitorar todas as fases de produção, desde a origem da matéria-prima até o produto final, passando por todos os intermediários da cadeia produtiva.

Transparência e Responsabilidade: A rastreabilidade garante que todas as partes envolvidas no processo produtivo tenham acesso a informações claras e precisas sobre a origem e o percurso dos produtos. Isso não apenas aumenta a transparência, mas também fortalece a confiança entre produtores, consumidores e órgãos reguladores.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá recebe Selo Ouro por qualidade da transparência pública; Emanuel Pinheiro celebra certificação pela terceira vez

Em casos de irregularidades ou problemas com o produto, a rastreabilidade possibilita a identificação rápida do ponto exato onde ocorreu o erro ou inconsistência. Com isso, é possível responsabilizar de maneira justa o elo da cadeia produtiva responsável pela não conformidade. Atualmente, há uma crescente pressão sobre as empresas para realizarem auditorias (due diligence) de seus fornecedores, evitando assim a responsabilização por ações de terceiros.

A rastreabilidade é particularmente crucial para demonstrar a origem legal dos produtos em setores como o agropecuário e o madeireiro, onde há preocupações significativas com práticas ilegais, como desmatamento e trabalho escravo. O Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento, por exemplo, exige que as empresas comprovem que seus produtos não contribuíram para o desmatamento e a degradação florestal.

Além disso, a rastreabilidade traz benefícios diretos aos consumidores, que cada vez mais buscam produtos com origem e processos de produção transparentes e certificados. Produtos rastreáveis permitem que os consumidores façam escolhas informadas e optem por aqueles que seguem padrões éticos e ambientais, incentivando práticas empresariais mais sustentáveis e responsáveis.

Leia Também:  Grupo de Fiscalização do Sistema Carcerário realiza inspeção na cadeia pública de Paranatinga

A tecnologia desempenha um papel fundamental na rastreabilidade, com ferramentas como códigos de barras, QR codes e sistemas de blockchain que asseguram a integridade e a transparência das informações ao longo de toda a cadeia produtiva. Esses recursos tecnológicos facilitam a implementação de padrões de qualidade rigorosos e a auditoria regulatória.

Portanto, a rastreabilidade de produtos é um conceito essencial que se integra cada vez mais ao direito, promovendo transparência, responsabilidade e conformidade regulatória e ambiental. Além de proteger consumidores e o meio ambiente, a rastreabilidade promove uma cadeia produtiva mais ética e sustentável. É fundamental que empresas, governos e consumidores reconheçam e valorizem a importância desse processo, garantindo um futuro mais responsável e transparente para todos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Published

on

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá recebe Selo Ouro por qualidade da transparência pública; Emanuel Pinheiro celebra certificação pela terceira vez

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  Faesc orienta sindicatos rurais a verificarem valor da terra nua para evitar aumento do ITR

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA