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Governador Ratinho Junior Sanciona Lei para Desestatização da Ferroeste

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou, na última quarta-feira (28/08), a Lei nº 22.129/2024, que autoriza o início dos estudos para a desestatização da Ferroeste. Com participação estatal de 99,6% (as ações restantes são divididas entre 46 empresas nacionais, três estrangeiras e seis pessoas físicas), a Ferroeste administra o trecho de 248 quilômetros entre Guarapuava e Cascavel.

A nova legislação, aprovada pela Assembleia Legislativa, inclui importantes atualizações, como a garantia da continuidade da operação do trecho ferroviário atual e a manutenção dos contratos de cessão do Terminal Ferroviário de Cascavel. O próximo passo para o Governo do Estado será a contratação de um estudo para definir a melhor modelagem do processo de desestatização, que será realizado por meio de leilão na B3, em São Paulo. Este estudo também determinará o valor da empresa e fundamentará as discussões com o setor produtivo. O processo completo pode levar até 18 meses para ser finalizado.

A principal meta da lei é estimular investimentos no setor ferroviário, reduzir os custos logísticos para o setor produtivo e apoiar a expansão das cooperativas e da produção agropecuária do Paraná. Espera-se que a desestatização contribua para a redução do consumo de combustíveis fósseis, diminua os acidentes rodoviários, fortaleça a economia estadual e melhore o comércio exterior, alinhando-se aos objetivos do Plano Plurianual. Além disso, a medida busca diminuir a interferência política e aumentar a arrecadação.

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Entre os principais ativos da Ferroeste está a concessão da ferrovia entre Guarapuava e Dourados, no Mato Grosso do Sul, com validade por aproximadamente 60 anos a partir de 1998, e que pode ser prorrogada por mais 90 anos. Embora o trecho Cascavel-Dourados nunca tenha sido construído, a desestatização permitirá ao novo controlador a possibilidade de desenvolver este projeto.

Outro ativo relevante é o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para a expansão do Terminal Multimodal no Oeste, realizado pela Paraná Projetos e entregue à Ferroeste neste ano. Este estudo recomenda melhorias significativas, como pavimentação do pátio, sinalização, iluminação, controle de acesso e a construção de um espaço público para caminhoneiros, visando atender melhor cooperativas e produtores que exportam por Paranaguá.

Contexto Histórico

A Ferroeste foi criada como uma empresa privada em 1988, com a finalidade de transportar grãos e insumos agrícolas, e recebeu a concessão para a construção e exploração da ferrovia entre Guarapuava e Cascavel, estendendo-se até Dourados. Em 1996, a Ferroeste começou a operar o trecho ferroviário, mas, pouco depois, o governo estadual alienou seu controle, formando a Ferrovia Paraná S/A – Ferropar. No entanto, a Ferroeste foi reestatizada pouco tempo depois.

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Desde sua criação, a Ferroeste tem o objetivo de construir uma ferrovia que ligue o Paraná ao Mato Grosso do Sul. No entanto, devido à falta de capacidade de investimento e à insuficiência da receita gerada pela empresa para este projeto, a desestatização surge como uma solução viável para avançar com este importante projeto estratégico para o desenvolvimento econômico do estado e do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conab moderniza armazém e entrega equipamentos a produtores

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) entregou, na última quinta-feira (18), a modernização da Unidade Armazenadora (UA) de Ananindeua (PA), devolvendo 17,5 mil toneladas de capacidade estática ao mercado. Com a reforma, a estatal busca reduzir o gargalo de armazenagem na região, permitindo que o produtor paraense tenha onde guardar sua safra com segurança e evitar a venda forçada no momento da colheita, quando os preços costumam ser pressionados pela oferta elevada.

O reforço na logística faz parte de um conjunto de medidas para alavancar a produção no Estado, que incluiu o aporte de R$ 3,1 milhões via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Além do capital para comercialização, a estatal entregou oito mini colheitadeiras e quatro kits de maquinários, focados em resolver gargalos operacionais que limitam a escala e a produtividade da agricultura familiar local.

O volume de R$ 3,1 milhões será direcionado à compra de 147,2 toneladas de alimentos, além da entrega de 18,8 toneladas de sementes crioulas e 23,5 mil mudas frutíferas. A estratégia é fomentar a agrobiodiversidade e garantir que as comunidades tenham insumos de qualidade para o plantio.

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A Associação Estadual de Agricultores e Guardiões da Agrobiodiversidade na Amazônia (Aefaga), de Igarapé-Açu, foi uma das entidades beneficiadas, com um contrato de R$ 615 mil. O recurso viabilizará a distribuição de mudas e sementes para 385 famílias em Ananindeua, Santa Luzia do Pará e Viseu, conectando a produção dessas propriedades ao mercado.

Desde 2023, a atuação da Conab no Pará soma mais de R$ 96,3 milhões em investimentos, distribuídos em 328 projetos. O trabalho alcança 94 municípios, permitindo a comercialização de 12,2 mil toneladas de alimentos produzidos por cerca de 8,3 mil famílias. As ações visam garantir renda ao produtor e, ao mesmo tempo, regular o abastecimento regional, oferecendo infraestrutura de estocagem para o escoamento eficiente da produção.

Fonte: Pensar Agro

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