Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 33 mandados contra investigados por tráfico e organização criminosa em Itiquira

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Itiquira, deflagrou na manhã desta quinta-feira (29.08), a Operação Liberandum, para cumprimento de 33 ordens judiciais contra investigados por crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.

Entre as ordens judiciais estavam 18 mandados de prisão e 15 de buscas e apreensão, identificados em investigações para repressão ao tráfico de drogas e à atuação de organizações criminosas no município.

A operação contou com a participação de 60 policiais civis da Delegacia de Itiquira e da Regional de Rondonópolis, além do apoio da equipe K9, da Polícia Federal e seus cães farejadores.

Os trabalhos resultaram na apreensão de porções de entorpecentes, aparelhos celulares e outros objetos de origem ilícita. Seis dos alvos tiveram mandados de prisão cumpridos e as equipes policiais seguem com as diligências para localizar 12 criminosos que seguem foragidos.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Felipe Oliveira Neto, as investigações seguem em andamento para combater a atuação de organizações criminosas no município e região.

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“Com a prisão dos suspeitos e análise do material apreendido poderão ser colhidas novas informações que auxiliarão o avanço das investigações”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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