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Sistema SAUS-AZ estabelece novo paradigma em análise de registros de candidaturas

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Apresentado há menos de 15 dias, o sistema SAUS-AZ, desenvolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), identificou, por meio de meta dados e informações, indícios de restrições ao registro de candidatura, em processos criminais e não criminais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e também de candidatos que tiveram suas contas julgadas irregulares pelos Tribunais de Contas.

Com o sistema, é possível identificar, inclusive, processos de improbidade administrativa e outros criminais e não criminais cujos julgamentos podem acarretar causa de inelegibilidade. A verificação sem o sistema teria que ser manual, tanto nos Tribunais de Contas, como para processos de 1º e 2º graus do TJMT e TRF1.

Para o juiz auxiliar da Presidência do TRE-MT, Aristeu Dias Batista Vilella, o sistema é a grande inovação em matéria de registro de candidatura deste ano, não apenas por que faz a análise a partir de metadados e informações de uma gama de Tribunais, mas também, porque identifica, além dos processos criminais, ações cíveis que dificilmente seriam detectadas. “Com o sistema, é possível saber hoje que há 475 processos de improbidade administrativa e ações populares que devem ser levadas em consideração pelos juízes e juízas eleitorais durante o julgamento, as quais envolvem 129 candidatos. Sem o sistema, essa e outras informações não estariam disponíveis”.

“Estamos dando os primeiros passos em direção a mudança ainda maior, que só foi possível com o apoio da Secretária Judiciária, Secretária de Tecnologia da Informação, Diretoria Geral e da Presidência do TRE-MT. Os novos desafios serão ainda maiores, certamente o sistema trará novidades para as próximas eleições”, acrescentou o líder do projeto SAUS-AZ, Kelsen de França Magalhães.

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Para o chefe de cartório da 11ª Zona Eleitoral, José Rildo, a ideia de ter um sistema no qual é possível realizar uma consulta processual unificada de todos os candidatos e candidatas é excelente. “Este é um dos pontos mais sensíveis da análise dos registros de candidatura e uma das atividades que mais requer tempo. Além disso, o SAUS-AZ já identifica o número dos processos ou instância e esfera que devem ser objeto de verificação no TCE, TCU, TJMT e TRF1. Conseguimos, de maneira ágil, conferir as situações processuais de mais de 200 candidatos, e com isso foi possível certificar e julgar mais de 95% dos registros, enquanto aguardamos decurso de prazos de editais para julgar os demais”, destacou.

Essa percepção também é compartilhada pelo chefe de cartório da 35ª Zona Eleitoral de Mato Grosso, Waldomiro Ormond. “Julgamos 100% dos registros de candidatura originários. De fato, o SAUS-AZ ficou muito bom e é de fácil manuseio, agilizou as verificações das certidões, principalmente, do TCU e TCE. Na minha visão, o sistema tem potencial para, futuramente, ser inserido no banco de dados do Cand de âmbito nacional, alimentado por todos os entes da Federação”.

A gestora do time de Inteligência de Dados do TJMT, Fernanda Rodrigues Ferreira, considera que as medidas adotadas em parceria com o TRE-MT em decorrência da implementação do SAUS-AZ acarretaram a significativa redução de expedição de certidão de objeto e pé (inteiro teor) pelo TJMT. “Sempre temos muito trabalho, mas as atividades relacionadas a expedição de certidões voltadas às eleições tiveram uma melhoria significativa, sem nenhuma intercorrência até agora. A necessidade de adaptação para implementação do SAUS–AZ exigiu também aprimoramento dos serviços de expedição de certidões do TJMT e aplicação de novos parâmetros. Nesse aspecto, essa é de longe a eleição mais tranquila que tivemos até hoje”, avaliou.

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A ferramenta

O sistema SAUS-AZ foi apresentado no dia 13 de agosto, aos juízes-membros, juízes e juízas eleitorais, chefes de cartório e demais servidores e servidoras. A ferramenta passará por constante evolução e aprimoramento, a fim de acompanhar as necessidades e desafios do processo eleitoral. Um deles é a integração com os outros sistemas do Poder Judiciário para a emissão das certidões de objeto e pé, algo que deve ser implementado até as eleições de 2026.

 Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto de uma reunião prévia de apresentação do sistema, realizada na sala do laboratório de inovação do TRE-MT, com os participantes em volta de uma mesa. Na ponta da mesa tem uma TV e, atrás dela, tem uma parede azul. Mais à direita, tem um quadro de uma capivara, feito com materiais eletrônicos reutilizados e depois uma planta, no canto da sala. Aparecem também mais dois participantes da reunião, sentados em um sofá, à direita.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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