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Avicultura capixaba se destaca como pilar econômico no Espírito Santo

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Em 2023, o Brasil consolidou sua posição como o quinto maior produtor mundial de ovos, com uma impressionante produção de mais de 52,4 bilhões de unidades. Nesse contexto, o Espírito Santo se destaca como um dos principais estados produtores, ocupando a terceira posição no ranking nacional, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Com uma expressiva participação de 9,34% da produção total de ovos do país, o estado reafirma sua importância no setor avícola brasileiro.

Em celebração ao Dia da Avicultura, comemorado nesta quarta-feira (28), o Governo do Espírito Santo destaca a avicultura como uma atividade agrícola essencial para a economia estadual, além de ser um dos grandes protagonistas no cenário nacional.

Em 2022, o Espírito Santo produziu mais de 300 mil dúzias de ovos de galinha, totalizando mais de 4,1 bilhões de unidades. Essa produção seria suficiente para que cada habitante do estado consumisse entre três e quatro ovos diariamente durante todo o ano.

A renda gerada pela produção de ovos de galinha no Espírito Santo alcançou R$ 1,68 bilhão em 2022, representando 6,93% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do estado, conforme dados da Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag). Esses números evidenciam a força do setor avícola, que não apenas gera empregos e renda, mas também impulsiona o desenvolvimento regional.

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“O Espírito Santo se destaca como o terceiro maior produtor de ovos do país, e é com grande orgulho que o município de Santa Maria de Jetibá se consolida como o maior produtor de ovos de galinha do Brasil. A avicultura desempenha um papel fundamental na segurança alimentar da população e na geração de riqueza para nosso estado. Continuaremos a trabalhar em parceria com os produtores para fortalecer esse setor e garantir seu crescimento sustentável”, afirmou Enio Bergoli, secretário de Estado da Agricultura.

Santa Maria de Jetibá, maior produtor de ovos do Brasil, é um exemplo da relevância da avicultura na economia local, com 54,46% do VBP do município advindo da produção de ovos de galinha. A produtora rural Brunelly Buss Berger, cuja família está envolvida na avicultura há três gerações, destaca o papel central da atividade em suas vidas. “A avicultura está presente em toda a nossa família. Meu avô, Sr. Erasmo, iniciou a produção e ensinou os familiares a trabalharem na operação. Desde então, irmãos, primos e parentes passaram a viver dessa atividade. A avicultura é a base da nossa história familiar, unindo gerações em prol da prosperidade nos negócios”, relata Brunelly.

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Além da produção de ovos, a avicultura de corte também desempenha um papel significativo, representando 3,42% do VBP agropecuário do estado. Em 2023, o Espírito Santo exportou 4,7 mil toneladas de carne de frango, gerando uma receita de US$ 9,7 milhões. Já em 2024, de janeiro a julho, foram exportadas 1,9 mil toneladas, gerando US$ 4,2 milhões em divisas.

O setor avícola capixaba é também um importante gerador de empregos, com cerca de 25 mil postos de trabalho diretos, contribuindo para a subsistência de mais de 100 mil famílias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Compra de sementes de soja desacelera no Brasil diante de custos elevados, crédito restrito e incertezas para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de sementes de soja atravessa um momento de cautela e menor ritmo de comercialização para a safra 2026/27. Em meio ao aumento dos custos de produção, restrições no crédito rural e incertezas geopolíticas, produtores têm adiado as decisões de compra, pressionando a indústria sementeira e ampliando a preocupação do setor.

Responsável por movimentar mais de R$ 30 bilhões por ano no Brasil, o segmento de sementes de soja vive um cenário marcado por prudência nas negociações e dificuldade para projetar o próximo ciclo agrícola.

Durante o Encontro Nacional dos Produtores de Sementes de Soja (Enssoja), realizado nesta semana em Foz do Iguaçu (PR), representantes da cadeia produtiva destacaram que a combinação entre margens mais apertadas e alta dos custos de insumos tem provocado atraso na comercialização.

Guerra no Oriente Médio eleva preocupação com custos

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), André Schwening, o cenário internacional tem aumentado a insegurança do produtor rural, especialmente diante dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os fertilizantes e outros insumos agrícolas.

De acordo com o dirigente, o ambiente de incerteza geopolítica acaba reduzindo o ritmo das negociações e levando o agricultor a postergar investimentos para a próxima safra.

Apesar disso, Schwening avalia que ainda é cedo para projetar o desempenho definitivo da temporada 2026/27.

O executivo lembra que a safra passada foi marcada por condições climáticas extremamente favoráveis, tanto para a produção de grãos quanto para sementes, o que resultou em ampla oferta no mercado e pressionou o equilíbrio entre oferta e demanda.

A expectativa agora é de um cenário mais ajustado para o próximo ciclo.

Área de soja deve se manter estável no Brasil

Estimativas apresentadas pela Agroconsult durante o Enssoja indicam que a área cultivada com soja no Brasil deverá permanecer em aproximadamente 49 milhões de hectares na safra 2026/27.

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Embora o avanço territorial da cultura tenha desacelerado nos últimos anos, representantes do setor acreditam que ainda existe potencial de expansão, principalmente em áreas de pastagens.

No entanto, esse crescimento dependerá diretamente de fatores como rentabilidade do produtor, demanda internacional e estabilidade econômica global.

Clima reduz oferta de sementes e pressiona mercado

Além das dificuldades econômicas, o clima também tem impactado a disponibilidade de sementes para a próxima temporada.

Segundo a Abrass, o excesso de chuvas durante o período de colheita, especialmente no Cerrado brasileiro, afetou a qualidade das sementes produzidas e reduziu parte da oferta disponível no mercado.

O problema atinge tanto a indústria de sementes certificadas quanto a produção de sementes salvas, prática legal utilizada por muitos produtores rurais.

A avaliação do setor é de que a infraestrutura mais limitada para produção de sementes próprias torna esse segmento ainda mais vulnerável aos problemas climáticos registrados na última safra.

Crédito restrito desacelera comercialização

A restrição ao crédito rural aparece entre os principais fatores que explicam a lentidão nas negociações.

Na sementeira Ouro Verde, tradicional produtora de sementes em Minas Gerais, o ritmo de vendas está abaixo do observado em anos anteriores para o mesmo período.

Segundo o diretor-executivo da empresa, Guilherme Piva, o aumento expressivo nos preços dos fertilizantes e defensivos agrícolas ampliou a cautela do produtor quanto ao tamanho do investimento na próxima safra.

A empresa, que possui capacidade para processar cerca de 500 mil sacas de sementes de soja por ano, registrou redução de 30% no volume disponível para comercialização em comparação com a safra passada.

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Inadimplência e recuperações judiciais mudam estratégia das empresas

O avanço da inadimplência no agronegócio e o aumento dos pedidos de recuperação judicial também têm levado as empresas do setor a reverem suas estratégias comerciais.

Na Triunfo Sementes, sediada em Formosa (GO) e responsável pela produção de cerca de 800 mil sacas anuais, a prioridade passou a ser preservação de caixa e vendas com menor risco financeiro.

Segundo o sócio-diretor da companhia, Rodrigo Felgar Aprá, a empresa decidiu reduzir sua exposição comercial após os impactos enfrentados na temporada anterior.

O empresário afirmou que os investimentos em expansão, que anteriormente representavam cerca de 5% do faturamento anual, foram totalmente suspensos em 2026.

Por outro lado, a companhia projeta crescimento entre 10% e 15% na adoção do tratamento industrial de sementes, tecnologia que vem ganhando espaço no campo por aumentar a proteção inicial das lavouras.

Apesar do ambiente mais cauteloso, a Triunfo avalia que aproximadamente 60% da produção já foi negociada para a próxima safra, percentual considerado dentro da normalidade para o período.

Mercado segue atento à rentabilidade da safra 2026/27

O setor de sementes de soja continuará monitorando fatores como preços internacionais, custos dos fertilizantes, disponibilidade de crédito e comportamento climático nos próximos meses.

A definição do tamanho dos investimentos dos produtores na safra 2026/27 deverá depender principalmente da evolução das margens de rentabilidade e da estabilidade econômica global, em um cenário ainda marcado por elevada volatilidade no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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