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“Boro: Como o Incremento Inteligente Está Transformando a Produção de Hortifrútis”

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Com consumidores cada vez mais exigentes em relação à qualidade dos alimentos, a atenção ao manejo das culturas tornou-se essencial para os produtores rurais. Investir em nutrição adequada e cuidados com o solo é fundamental para garantir uma boa produtividade, tanto em commodities como soja e milho, quanto na produção de hortifrútis.

Uma nutrição balanceada é crucial para o crescimento saudável das plantas, permitindo não apenas frutos de qualidade, mas também maior resistência a eventos climáticos adversos, como a estiagem. O boro, um dos nutrientes essenciais, desempenha um papel vital no desenvolvimento das plantas e na absorção do cálcio.

A deficiência de boro em culturas frutíferas pode comprometer a absorção de água e nutrientes, levando a alterações anatômicas, químicas e fisiológicas nas plantas e frutos, resultando em prejuízos para o agricultor.

Para atender a essa necessidade, a MaxiSolo, uma empresa catarinense renomada no setor de fertilizantes minerais, incorporou ao seu portfólio o SulfaBor. Este fertilizante mineral misto é formulado com tecnologias avançadas que aumentam sua eficiência. O SulfaBor combina duas dinâmicas de liberação – uma rápida e outra gradual – proporcionando uma ação multinutricional com boro, cálcio e enxofre em um único grânulo.

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No cultivo de tomate, por exemplo, a deficiência de cálcio e boro pode causar sérios problemas. A aplicação do SulfaBor melhora o enraizamento, aumentando a capacidade de absorção de água e aproveitamento de nutrientes, resultando em maior produtividade e sanidade dos frutos. “Com a tecnologia SulfaBor, a disponibilidade de cálcio melhora a qualidade dos frutos e folhas, tornando as culturas mais saudáveis e menos suscetíveis a estresses. Além disso, frutos mais uniformes geram maior valor agregado no mercado”, destaca Isabelle Vilarino, engenheira agrônoma e Desenvolvedora Técnica de Mercado da MaxiSolo.

Esses benefícios são aplicáveis tanto para frutas quanto para hortaliças. “O aumento na disponibilidade de cálcio reduz a perda de água no pós-colheita, prolongando o tempo de prateleira dos frutos frescos. Já o boro contribui para uma maior fertilização e desenvolvimento do tubo polínico, melhorando a qualidade da produção”, conclui Isabelle.

Graças à sua formulação com liberação rápida e gradual e aditivos que minimizam perdas, o SulfaBor apresenta um blend de nutrientes e concentração de boro superior, facilitando a aplicação e aumentando a precisão no manejo das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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