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Festival de fotojornalismo em Brasília traz debates sobre crise climática

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Festival de fotojornalismo em Brasília traz debates sobre crise climática
Redação GPS

Festival de fotojornalismo em Brasília traz debates sobre crise climática

Será realizado em Brasília , entre esta quinta-feira (29) até o dia 2 de setembro, o primeiro festival dedicado ao fotojornalismo no Brasil. O FOTO BSB – III Festival de Fotojornalismo de Brasília conta com exposições, projeções, debates, leituras de portfólio, oficinas e feira de arte abertas ao público, com a participação de nomes importantes do cenário do nacional e internacional.

A terceira edição do evento acontece simultaneamente no Museu Nacional da República , no Espaço Cultural Renato Russo , na 504 Sul e no alambrado que cerca a Escola Parque Anísio Teixeira na 307/308 Sul. Com discussões fundamentais sobre o campo do fotojornalismo, promove exposições e debates, além das 12 exibições no canal do www.youtube.com/festivalfotobsb que antecederam os eventos presenciais.

A mostra Resiliência: Habitar na Emergência Climática abre o festival na área externa do Complexo Cultural do Museu Nacional da República com trabalhos dos fotógrafos Adriana Zehbrauskas, Isis Medeiros, Kamikia Kisêdjê, Lalo de Almeida, Maíra Erlich, Márcia Foletto, Victor Moriyama e Yan Boechat que tratam da questão ambiental e fica em cartaz até 22 de setembro.

Os 20 cubos fotográficos abordam a urgência e a complexidade da crise climática que desencadeia ondas migratórias, colocam em risco os direitos humanos, expõem a problemática indígena e o desmatamento. As imagens promovem uma maior conscientização e o engajamento público ao estimular a reflexão sobre essas urgências e a necessidade de ação coletiva para enfrentar a crise climática.

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Às 18h tem a Mesa de Debate com os fotógrafos convidados, Isis Medeiros, Lalo De Almeida, Maíra Erlich e Victor Moriyama, e os organizadores do festival, Cláudio Versiani, Daniela Lobo e Zuleika de Souza. Em seguida, acontece a Projeção Mapeada das imagens da mostra sobre a cúpula do Museu.

A programação do festival no Centro Cultural Renato Russo na 508 Sul começa na quinta-feira (30). Durante os quatro dias de evento, são realizadas Leituras de Portfólio com os fotógrafos Lalo de Almeida, Victor, Moriyama, Mônica Maia, Eugênio Sávio e Ivana Debértolis. São 5 vagas por leitura de portfólio, com duração de 20 minutos cada leitura.

Os interessados em participar devem levar para a leitura 15 fotos impressas com tamanho mínimo de 15×10 cm. A inscrição é gratuita e a idade mínima para participar é de 16 anos e deve ser feita pelo formulário online .estival.

As Oficinas Fotodocumentação na era da pós fotografia , com Edu Simões, está marcada para sexta (30/08); Crônicas da vida: retratando a surdez , com Isabela Gurgel, (31/08); e Brincando com a luz , com Miguel Chikaoka (01/09). No Sesc 504 Sul (02/09), a oficina será de Fotografia de rua , com Gustavo Minas. A inscrição é gratuita e a idade mínima para participar é de 16 anos e deve ser feita pelo formulário online se encontra no site do festival.

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Composta por 50 painéis de fotografias selecionadas, a exposição Painel da Emergência Climática transforma a calçada da Escola Parque 307/308 Sul em uma galeria ao ar livre, prestando homenagem a Anísio Teixeira e retratando a crise climática. As imagens abordam tragédias recentes no Rio Grande do Sul, a seca extrema na Amazônia, queimadas devastadoras e o derretimento acelerado do gelo na Antártida, entre vários outros.

Durante todo o período do FOTO BSB acontecem eventos com entrada gratuita e livre para todos os públicos e com acessibilidade em libras em todos os debates no Espaço Cultural Renato Russo, no Sesc 504 Sul e no Alambrado da Escola Parque da 307/308 Sul. Veja a programação a seguir

A programação completa está disponível no site do festival, nas redes sociais @festivalfotobsb e no canal do festival no Youtube.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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