AGRONEGÓCIO

Reforma Tributária: A Simplificação dos Tributos e Seu Potencial para Transformar a Competitividade Empresarial

Publicado em

A complexidade do sistema tributário brasileiro e os altos custos associados ao cumprimento das obrigações fiscais têm sido uma preocupação constante para o setor empresarial. Conforme o relatório Doing Business 2020, do Banco Mundial, o Brasil ocupa a 124ª posição entre 190 países no ranking de ambiente de negócios favorável ao empreendedorismo, com destaque para a “burocracia do sistema tributário”.

Diante deste cenário, a proposta de Reforma Tributária surge como uma solução promissora para simplificar o sistema, oferecendo uma vantagem competitiva para as empresas. Com menos tempo e recursos dedicados à conformidade tributária, as empresas poderão concentrar mais esforços no desenvolvimento de produtos e na expansão de seus negócios.

A reforma visa também equalizar a carga tributária entre diferentes regiões econômicas, corrigindo a atual concorrência desleal resultante da diversidade de tributos estaduais. Atualmente, estados oferecem incentivos fiscais variados para atrair empresas, criando disparidades. A nova proposta pretende limitar essas concessões, promovendo uma maior equidade. “A reforma busca reduzir as concessões e benefícios, o que irá aumentar a competitividade das empresas”, afirma Fabrício André Canale, especialista tributário da Synchro, empresa especializada em soluções contábeis, fiscais e tributárias.

Leia Também:  Lira marca votação da regulamentação da reforma tributária para quarta (10)
Visão Geral e Objetivos

A Reforma Tributária promete um ambiente de negócios mais simples e uma maior estabilidade jurídica, facilitando a entrada de investimentos. Entre os principais impactos está a isonomia tributária, que eliminará a liberdade dos estados de criar incentivos fiscais diferenciados. “Com a reforma, haverá uma maior paridade, limitando a capacidade dos estados de oferecer benefícios fiscais específicos”, explica Canale.

Impacto na Precificação

A reforma poderá influenciar a precificação de vários produtos. Setores que atualmente gozam de benefícios fiscais, como bebidas e serviços, enfrentarão a eliminação desses incentivos, enquanto o agronegócio e produtos da cesta básica continuarão com privilégios a nível nacional. As empresas terão que ajustar seus preços conforme essas novas condições. “Os preços terão que refletir essas mudanças, e as empresas precisarão se preparar para isso”, alerta Canale.

Adoção de Tecnologias

A adaptação às novas exigências tributárias será facilitada pela adoção de tecnologias como automação e inteligência artificial. “Na Synchro, estamos atualizando constantemente nossas soluções para garantir a conformidade com as novas regras”, destaca Canale. A empresa tem investido em tecnologias avançadas para enfrentar os desafios impostos pela reforma tributária.

Leia Também:  Haddad: Reforma sobre renda e consumo não visa aumento da arrecadação
Efeitos na Economia e Competitividade

A Reforma Tributária pode potencialmente melhorar a competitividade das empresas brasileiras no mercado global, tornando o ambiente de negócios mais transparente e atraente para investidores estrangeiros. “A proposta da reforma é tornar público o valor dos tributos em cada operação. O produto terá um custo X e o tributo será Y, tornando o sistema mais simples e atraente para o investidor estrangeiro”, comenta Canale.

Do ponto de vista macroeconômico, a reforma pode estimular o crescimento e atrair investimentos estrangeiros, aumentando a eficiência da fiscalização tributária e reduzindo a carga tributária efetiva.

A Reforma Tributária promete transformar o ambiente empresarial no Brasil, criando um cenário mais justo, eficiente e convidativo para investidores. No entanto, a transição exigirá adaptações significativas das empresas, que precisarão se ajustar às novas regras e aproveitar as oportunidades geradas por essas mudanças. “Embora a reforma vise simplificar o sistema, ainda haverá desafios específicos. Quanto mais previsível for a tributação, mais fácil será sua implementação”, conclui Canale.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

Published

on

Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

Leia Também:  Haddad: Reforma sobre renda e consumo não visa aumento da arrecadação

Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

Leia Também:  Prefeito recebe moção de aplausos e destaca potencial da agricultura familiar ao receber visita de proprietários de marca de café cuiabano

Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA