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Miguel Pierre: Break Even Point

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Miguel Pierre: Break Even Point
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Miguel Pierre: Break Even Point

O ponto de equilíbrio nas empresas, também conhecido como break even point, é o momento em que as receitas totais igualam os custos totais, ou seja, é o ponto em que a empresa não tem nem lucro nem prejuízo. A partir desse ponto, qualquer receita adicional representa lucro.

Importância do ponto de equilíbrio

  1. Tomada de Decisões: Ajuda os gestores a tomar decisões informadas sobre preços, volumes de produção e estratégias de vendas.
  2. Planejamento Financeiro: Permite planejar o orçamento e controlar os custos de forma mais eficaz.
  3. Avaliação de Riscos: Auxilia na avaliação do nível de risco associado a novos projetos ou investimentos.
  4. Metas de Vendas: Estabelece metas de vendas claras para cobrir todos os custos e começar a gerar lucro.

Como calcular o ponto de equilíbrio

O cálculo do ponto de equilíbrio envolve os seguintes elementos:

  • Custos Fixos (CF): Custos que não variam com o volume de produção ou vendas, como aluguel, salários fixos e despesas administrativas.
  • Custos Variáveis (CV): Custos que variam diretamente com o volume de produção, como matérias-primas e comissões de vendas.
  • Preço de Venda (PV): Preço pelo qual o produto ou serviço é vendido.
  • Volume de Vendas (Q): Quantidade de unidades vendidas.
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Como Controlar e Alcançar o Ponto de Equilíbrio

  1. Análise de Custos:

    • Redução de Custos Fixos: Negociar melhores contratos de aluguel, reduzir despesas administrativas e otimizar processos.
    • Redução de Custos Variáveis: Encontrar fornecedores mais econômicos, melhorar a eficiência de produção e minimizar desperdícios.
  2. Ajuste de preços: Rever a política de preços para garantir que os preços de venda cubram os custos e permitam uma margem de lucro adequada.

  3. Aumento de vendas: Implementar estratégias de marketing e vendas para aumentar o volume de vendas, como promoções, publicidade e melhoria da qualidade do atendimento ao cliente.

  4. Diversificação de produtos: Introduzir novos produtos ou serviços que possam atrair mais clientes e aumentar as receitas.

  5. Monitoramento contínuo: Utilizar ferramentas de contabilidade e software de gestão para monitorar continuamente as receitas, custos e volumes de vendas, ajustando as estratégias conforme necessário.

  6. Capacitação da equipe: Investir na formação e capacitação dos colaboradores para melhorar a eficiência operacional e o desempenho das vendas.

Miguel Pierre

Miguel Pierre é especialista em Planejamento Estratégico e trabalha apoiando pequenas, médias e grandes empresas do Segmento de Saúde e Médicos, que buscam se preparar para enfrentar todos desafios de um área em constante mudança e atualização.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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