BRASIL

“Falta caráter”: Bolsonaro escanteia de vez Pablo Marçal, diz jornal

Publicado em

“Falta caráter”: Bolsonaro escanteia de vez Pablo Marçal, diz jornal
Redação GPS

“Falta caráter”: Bolsonaro escanteia de vez Pablo Marçal, diz jornal

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles , o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teceu duras críticas a Pablo Marçal, candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo, e questionou a integridade do empresário.

“Falta caráter ao Marçal. Ele me esculhambava até perto da eleição de 2022, chamando-me de ‘quadrilheiro’. Poucas semanas depois, quando não pôde ser candidato à Presidência, mudou de lado. Isso é falta de caráter”, disparou Bolsonaro.

O atrito entre os dois não parou por aí. Bolsonaro revelou que, recentemente, teve uma reunião reservada com Marçal, na qual o empresário teria insinuado que o ex-presidente não apoiaria Ricardo Nunes (MDB) na corrida pela prefeitura paulistana.

“Eu reafirmo que apoio o Nunes e não tenho nenhum compromisso com o Marçal”, enfatizou.

Marçal, que já havia feito críticas públicas a Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2022, chegou a cobrar a devolução de R$ 100 mil que, segundo ele, foram doados à campanha do ex-presidente. Em resposta, Bolsonaro questionou a intenção por trás da doação e afirmou que não há registro do valor na lista de doadores investigada pela Polícia Federal.

Leia Também:  Desfile da Victoria’s Secret volta a acontecer em 2024, após seis anos

“Quer contribuir com doação para depois ter uma boquinha no governo ou na prefeitura? É lamentável que um candidato a prefeito de São Paulo tenha essa postura”, criticou.

A troca de farpas se intensificou nas redes sociais. Após Marçal elogiar Bolsonaro em uma publicação, o ex-presidente reagiu com ironia, e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, relembrou críticas feitas por Marçal em 2022.

“Estranho. Em 2022 você disse que a diferença entre Lula e Bolsonaro é que um deles tinha um dedo a menos. Só acordou agora?”, escreveu Eduardo.

A tentativa de Marçal de atrair o eleitorado bolsonarista, que apoia Ricardo Nunes, foi vista com desconfiança pelos seguidores do ex-presidente. Em meio a essa disputa, Marçal insiste que sua contribuição financeira e apoio durante a campanha presidencial de 2022 merecem reconhecimento, mas Bolsonaro deixou claro que, para ele, não há “nós” nessa história.

The post “Falta caráter”: Bolsonaro escanteia de vez Pablo Marçal, diz jornal first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Leia Também:  Ato reúne apoiadores de Bolsonaro em São Paulo

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Brasiliense, nadador Glauber Silva conquista ouro em Portugal

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Corredor polar derruba temperatura de norte a sul do Brasil no domingo

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA