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Saúde e nutrição com Clayton Camargos: quanto sal devo ingerir por dia?

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Saúde e nutrição com Clayton Camargos: quanto sal devo ingerir por dia?
Clayton Camargos

Saúde e nutrição com Clayton Camargos: quanto sal devo ingerir por dia?

O sal é um alimento básico comum encontrado na maioria das mesas de refeições em todo o Brasil. Seus minerais fornecem ao corpo eletrólitos importantes que podem regular eventos como contrações musculares, equilíbrio de fluidos e transmissão nervosa. Nosso corpo precisa apenas de pequenas quantidades de sal – cerca de 1-2 gramas por dia.

O sal é composto de sódio e cloreto, e é o sódio que pode ser deletério à saúde. A maioria dos Brasileiros come mais sal do que a quantidade recomendada. Conseguir esse equilíbrio é importante, porque muito ou pouco sal pode causar prejuízos para saúde.

Comer muito sal pode causar hipertensão, que é um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas. Outras morbidades associadas ao consumo excessivo de sal incluem:

  • Doença renal
  • Acidente cerebrovascular
  • Edema (retenção de líquidos)

Quanto sal devo ingerir por dia?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda como quantidade máxima diária 5 g (2 g de sódio), o que equivale a cerca de uma colher de chá. Os brasileiros chegam a ingerem 05 x mais a quantidade orientada pela OMS.

É importante lembrar que todos os tipos de sal, incluindo o rosa himalaio, o sal-gema, preto, o sal de cozinha, grosso e o marinho, contêm a mesma quantidade de sódio. Lembrando que o sódio é o componente do sal que pode desdobrar em doenças para nosso organismo.

Quais alimentos são ricos em sal?

Os alimentos processados ​​e embalados são responsáveis ​​pela maior parte do sal que comemos. Você pode achar isso surpreendente, já que alguns desses alimentos nem têm gosto salgado.

Os itens que contribuem significativamente para altos níveis de sódio na nossa dieta contemplam:

  • Biscoitos, salgadinhos, muffins, bolos, molhos, pizzas, hambúrgueres, massas
  • Carne, aves e produtos relacionados, incluindo carnes processadas como presunto, bacon e salsichas
  • Pão, alimentos para o café da manhã e outros produtos feitos de cereais e grãos.
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Alimentos frescos como frutas e vegetais também contêm sal, mas em quantidades muito baixas.

Como faço para reduzir o sal em minha dieta?

A redução de sal pode ser alcançada incorporando as seguintes práticas em seus hábitos alimentares diários:

Coma mais vegetais

A melhor maneira de reduzir o sal na sua dieta é baseá-la em alimentos frescos e não processados, especialmente vegetais e frutas. Esses itens são naturalmente pobres em sal e podem ajudar a melhorar a saúde do coração.

Use ervas e especiarias em vez de sal:

Adicione sabor extra aos alimentos durante o cozimento com uma variedade de deliciosas de ervas e especiarias. Eles também podem substituir o saleiro na mesa de jantar.

Cozinhe em casa:

Os alimentos para viagem (delivery) e os alimentos comprados fora de casa costumam ter alto teor de sal. Preparar e cozinhar seus alimentos é uma ótima maneira de reduzir o sal, pois você controla a quantidade adicionada e pode escolher ingredientes com teor reduzido desse alimento.

Ler rótulos

Muitos alimentos embalados e processados ​​contêm sal escondido, por isso é importante ler o rótulo e saber quanto contém. No painel de informações nutricionais, observe a coluna “por 100 g” para comparar os produtos e tente escolher uma opção com menor teor de sódio.

Dica: Se você tiver pouco tempo, procure alimentos rotulados como “baixo teor de sal”, “sal reduzido” ou “sem adição de sal”.

Manter uma ingestão saudável de sal por toda a vida

Pessoas com uma dieta salgada desenvolveram um paladar por ela. À medida que você reduz a quantidade de sal usada na comida, notará o surgimento de outros sabores. Lembre-se que suas papilas gustativas vão se adaptando com o tempo e depois de alguns meses você provavelmente não notará mais a falta de sal.

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Em suma:

  • Comer muito sal pode causar hipertensão, que é um importante fator de risco para doenças cardíacas.
  • Os alimentos ultraprocessados ​​e industrializados são responsáveis ​​pela maior parte do sal que as pessoas comem.
  • A melhor maneira de reduzir o sal é seguir uma dieta baseada em alimentos frescos, como frutas e vegetais.
  • Use ervas e temperos para dar sabor aos alimentos durante o cozimento e à mesa, em vez de adicionar sal.

Informação é prevenção. Você tem alguma dúvida sobre saúde, alimentação e nutrição? Envie um e-mail para [email protected] e poderei responder sua pergunta futuramente.

Nenhum conteúdo desta coluna, independentemente da data, deve ser usado como substituto de uma consulta com um profissional de saúde qualificado e devidamente registrado no seu Conselho de Categoria correspondente.

Clayton Camargos é sanitarista pós-graduado pela Escola Nacional de Saúde Pública – ENSP/Fiocruz. Desde 2002, ex-gerente da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC) do Ministério da Saúde. Subsecretário de Planejamento em Saúde (SUPLAN) da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Consultor técnico para Coordenação-Geral de Fomento à Pesquisa Em Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde. Coordenador Nacional de Promoção da Saúde (COPROM) da Diretoria de Serviços (DISER) da Fundação de Seguridade Social. Docente das graduações de Medicina, Nutrição e Educação Física, e coordenador dos estágios supervisionados em nutrição clínica e em nutrição esportiva do Departamento de Nutrição, e diretor do curso sequencial de Vigilância Sanitária da Universidade Católica de Brasília (UCB). Atualmente é proprietário da clínica Metafísicos.

CRN-1 2970.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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