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Paralisação Ferroviária no Canadá Pode Impactar Agricultura na América do Norte

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A iminente paralisação das operações ferroviárias de carga em todo o Canadá pode ter um impacto significativo na cadeia de suprimentos agrícola da América do Norte, afetando o transporte de produtos essenciais como trigo, fertilizantes e carne. Sem um acordo trabalhista de última hora, tanto a Canadian National Railway quanto a Canadian Pacific Kansas City, dominantes no setor, interromperão quase todos os serviços ferroviários de carga no Canadá a partir da meia-noite de quinta-feira.

O Canadá se destaca como o maior exportador mundial de canola, usada em alimentos e biocombustíveis, e de fertilizante potássio, além de ser o terceiro maior exportador de trigo. Embora a paralisação afete diretamente cerca de 10.000 funcionários das ferrovias canadenses, ela também terá repercussões indiretas na economia dos EUA devido às conexões ferroviárias entre os países.

Na segunda-feira, cerca de três dúzias de grupos agrícolas norte-americanos enviaram uma carta conjunta aos governos dos EUA e do Canadá, pedindo ações para evitar a paralisação. A carta destacou que uma greve seria particularmente prejudicial para exportadores de commodities a granel, pois o transporte por caminhão não é uma alternativa viável para muitos produtos agrícolas devido aos grandes volumes e distâncias envolvidas.

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As operadoras ferroviárias informaram que os bloqueios terão início na quinta-feira. O sindicato Teamsters, que reivindica melhores salários, benefícios e condições de trabalho, emitiu um aviso de greve para a CPKC. A paralisação interromperá o transporte de trigo de primavera dos EUA, das regiões de Minnesota, Dakota do Norte e Dakota do Sul, para o noroeste do Pacífico, comprometendo as exportações, segundo Max Fisher, economista-chefe da National Grain and Feed Association.

A CPKC é responsável pelo transporte de grãos das Dakotas e de Minnesota para os terminais de exportação da costa oeste, passando pelo Canadá, conforme informações do governo dos EUA. O Departamento de Agricultura dos EUA informou que ainda resta quase dois terços da safra de trigo da primavera a ser colhido. As colheitas de soja, milho e canola estão a algumas semanas de distância.

No ano passado, os EUA exportaram produtos agrícolas no valor de 28,2 bilhões de dólares para o Canadá, o terceiro maior destino das exportações agrícolas dos EUA, atrás da China e do México. Ao mesmo tempo, os EUA importaram 40,1 bilhões de dólares em produtos agrícolas canadenses, tornando o Canadá a segunda maior origem das importações agrícolas dos EUA, atrás apenas do México. Aproximadamente 85% das 13 milhões de toneladas métricas de potássio importadas pelos EUA no ano passado vieram do Canadá, quase todas transportadas por trem, de acordo com o USDA.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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