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Tecnologia de Núcleo Fechado Revoluciona o Melhoramento Genético em Granjas de Suínos

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O sistema InGene, desenvolvido pela Topigs Norsvin, empresa líder em genética suína, está transformando a produção em granjas comerciais ao oferecer um modelo inovador de núcleo fechado. Esse sistema permite que as granjas produzam internamente fêmeas bisavós, avós e comerciais (F1), garantindo reposição com animais do próprio plantel e elevando o padrão genético e produtivo.

Mariana Piatto Berton, Gerente de Genética LATAM da Topigs Norsvin, destaca as inúmeras vantagens do InGene. “Esse sistema protege o plantel contra patógenos externos, melhorando a biosseguridade da granja. Após o primeiro alojamento, a introdução de novos animais não é necessária, o que minimiza os riscos de contaminação”, explica. Além disso, as fêmeas produzidas internamente adaptam-se melhor às condições sanitárias da granja, resultando em índices reprodutivos superiores e, consequentemente, maior produtividade.

Outro benefício crucial é a flexibilidade produtiva proporcionada pelo InGene. A ampliação do plantel pode ser realizada sem a necessidade de novos animais, desde que planejada adequadamente. Isso, aliado à redução de custos com a compra de marrãs de reposição externa, permite que a granja participe diretamente do melhoramento genético, selecionando suas próprias marrãs e contribuindo para o programa de avaliação genética da Topigs Norsvin.

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O InGene utiliza cruzamentos com fêmeas puras para produzir bisavós e avós, fundamentais para o progresso genético. As fêmeas bisavós, com o mais alto índice genético, são cruciais para cruzamentos puros, enquanto as avós são resultado de cruzamentos híbridos. A introdução de novos animais na granja ocorre apenas no início do povoamento, e a atualização genética é feita por meio do recebimento de sêmen de machos bisavôs de alto potencial genético.

A integração com o PigBase, o maior banco de dados de genética suína do mundo, com mais de 60 milhões de animais, permite que as granjas InGene façam parte de um processo contínuo de melhoramento genético. “Os clientes do sistema InGene estão em um nível superior na pirâmide de melhoramento genético, acessando o material genético mais avançado disponível”, ressalta Mariana. Além disso, a coleta de dados, como informações de inseminação e desempenho dos animais, assegura a precisão dos valores genéticos, acelerando o progresso do plantel.

“O sistema InGene não apenas eleva a produtividade das granjas comerciais, mas também as posiciona na vanguarda da inovação tecnológica no setor”, conclui Mariana Piatto Berton.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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