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Preços do Açúcar Bruto Devem Recuperar em 2024, mas Encerrarão com Queda Anual

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Os preços globais do açúcar bruto tendem a se recuperar ao longo do restante de 2024, mas devem fechar o ano com uma leve queda anual de menos de 3%, conforme apontou uma pesquisa da Reuters realizada nesta segunda-feira com dez traders e analistas.

Segundo a previsão mediana da pesquisa, espera-se que o adoçante encerre o ano cotado a 20 centavos de dólar por libra-peso, um aumento de 10,9% em relação ao fechamento da última sexta-feira. Contudo, essa recuperação ainda deixará os preços 2,8% abaixo dos níveis observados no final do ano passado.

A redução na produção do centro-sul do Brasil em 2024/25, após uma safra recorde de cana-de-açúcar na temporada anterior, é um dos fatores que devem contribuir para a recuperação dos preços. A principal região produtora de cana do mundo deve colher cerca de 610,5 milhões de toneladas métricas, abaixo das 654,4 milhões de toneladas registradas na safra anterior.

Além disso, as usinas brasileiras devem priorizar a produção de açúcar na safra 2024/25, destinando 50,5% da cana para esse fim, em comparação aos 48,9% na safra 2023/24. O restante da produção será direcionado para a fabricação de etanol. A produção total de açúcar no centro-sul do Brasil deve atingir 40,9 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 42,4 milhões de toneladas produzidos na safra anterior.

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Segundo o analista John Stansfield, da DNEXT Intelligence SA, “o ritmo das exportações brasileiras não pode continuar em níveis recordes por muito mais tempo. Quando o ritmo das exportações brasileiras diminuir, as perspectivas melhorarão.”

No cenário global, a Índia, que é o segundo maior produtor e o principal consumidor de açúcar, deverá produzir 30 milhões de toneladas métricas em 2024/25, uma queda em comparação às 32,05 milhões de toneladas produzidas em 2023/24.

Os especialistas consultados na pesquisa divergem sobre a possibilidade de um superávit ou déficit global na temporada 2024/25. A previsão mediana aponta para um superávit modesto de 780.000 toneladas métricas, em comparação com o superávit de 1,4 milhão de toneladas registrado na temporada 2023/24.

Já os preços do açúcar branco devem encerrar o ano cotados a 545 dólares por tonelada métrica, representando um aumento de 5,5% em relação ao fechamento da última sexta-feira. No entanto, mesmo com essa alta, o ano ainda deve terminar com uma perda anual de 8,6%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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