BRASIL

CBF decreta minuto de silêncio a Silvio Santos no Brasileirão; clubes prestam homenagens

Publicado em

CBF decreta minuto de silêncio a Silvio Santos no Brasileirão
ESTADÃO CONTEÚDO

CBF decreta minuto de silêncio a Silvio Santos no Brasileirão

Após a morte de Silvio Santos neste sábado (17), aos 93 anos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decretou que todas as partidas desta rodada do Campeonato Brasileiro terão minuto de silêncio em homenagem ao apresentador. Com investimento em esportes na emissora, clubes também fizeram postagens em memória ao dono do SBT ao longo desta manhã de sábado.

“Faremos um minuto de silêncio em todos os jogos do futebol brasileiro nesta rodada em homenagem à memória do apresentador. Gostaria também de enviar minhas condolências aos familiares, amigos e fãs do Silvio Santos”, afirmou Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

Silvio Santos nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, como Senor Abravanel, em 12 de dezembro de 1930, e é torcedor declarado do Fluminense. Em São Paulo, no entanto, escolheu o Corinthians, para ‘amar’ e investir, como patrocinador. Quis o destino que ambos os clubes se enfrentassem neste sábado, pela rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã.

“Lamento profundamente a partida do Silvio Santos. É uma tradição na minha família acompanhar aos domingos o Programa Silvio Santos. Vejo até hoje, apresentado agora pela filha dele. O Silvio Santos está na história da TV brasileira e foi também um dos grandes empresários do nosso país”, completou Ednaldo Rodrigues.

Silvio Santos estava internado no Hospital Albert Einstein desde o início de agosto e a causa da morte foi broncopneumonia decorrente da H1N1. Nas homenagens, o Corinthians relembrou a marchinha de carnaval, cantada pelo apresentador. “Doutor, eu não me engano, meu coração é corintiano”.

Leia Também:  Quanto Dilma Rousseff ganha como presidente do do Banco dos Brics

Já o Fluminense destacou o amor do apresentador pelo clube, ainda na infância. “Tricolor de coração, Silvio Santos era fã e exaltava a equipe multicampeã do Fluminense do fim dos anos 1930 ao início dos anos 1940. Tinha como ídolos de infância no futebol Tim, Hércules, Romeu, Russo, Rongo e outros, que formavam o seu time de botão”, escreveu o time.

Outros times como São Paulo, Palmeiras, Botafogo e Vasco também prestaram homenagens ao apresentador, que marcou gerações de brasileiros. O Bahia lembrou de uma das frases ditas por Silvio em seu programa, “da vida não se leva nada, vamos sorrir e cantar”.

Em 2013, durante o “Programa Silvio Santos”, o apresentador fez questão de mostrar a camisa que ganhou de presente do Santos Futebol Clube. Na ocasião, o elenco da novela Carrosel havia feito uma visita ao estádio do clube, a Vila Belmiro.

The post CBF decreta minuto de silêncio a Silvio Santos no Brasileirão; clubes prestam homenagens first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Leia Também:  Vasco vence o Grêmio em São Januário pelo Brasileirão

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  'Essas coisas não ajudam', diz Lira sobre Rui criticar Brasília

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Esculturas de Amilcar de Castro transformam Jardim Burle Marx

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA