Mato Grosso

Polícia Civil incinera cerca de 100 quilos de entorpecentes em Porto Alegre do Norte

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Porto Alegre do Norte, realizaram, na manhã desta sexta-feira (16.08), a incineração de cerca de 100 quilos de drogas. A queima ocorreu com a participação do Ministério Público e da Vigilância Sanitária.

Dentre os entorpecentes destruídos, 80 quilos eram de pasta base de cocaína, apreendidos em uma operação da Polícia Militar, realizada na última quarta-feira (14). A apreensão ocorreu em São José do Xingu e resultou na prisão de duas pessoas.

Um terceiro suspeito conseguiu fugir pela mata, mas foi capturado na tarde de ontem (15) em uma operação conjunta entre as Polícias Civil e Militar de São José do Xingu. O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes tráfico e associação para o tráfico de drogas.

A incineração dos entorpecentes, realizada em conformidade com a legislação vigente, contou com a supervisão do delegado Victor Donizete de Oliveira Pereira. Ele ressaltou a importância da destruição rápida desse material como etapa essencial do processo de combate ao tráfico de drogas.

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“Com ações integradas e a colaboração entre as diferentes esferas de segurança, a Polícia Civil reafirma seu papel na defesa da sociedade, buscando sempre a proteção e o bem-estar dos cidadãos. O sucesso dessa ação é um reflexo do comprometimento e da dedicação de todos os envolvidos, desde a coleta de informações até a execução das prisões e a destruição das drogas”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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