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Concurso de Cafés de Qualidade da Região de Viçosa: Inscrições Abertas para a Vigésima Edição

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Estão abertas até o dia 27 de setembro as inscrições para a vigésima edição do Concurso de Cafés de Qualidade da Região de Viçosa, localizada na Zona da Mata mineira. A participação é gratuita e pode ser realizada nos escritórios da Emater-MG, presentes nos municípios da Unidade Regional da Emater-MG (Uregi) de Viçosa. O concurso é voltado para a seleção de lotes de café Arábica da safra 2023/2024 nas modalidades Café Natural e Café Cereja Descascado.

O evento é aberto a cafeicultores e seus familiares residentes ou com propriedades nas cidades atendidas pela Uregi de Viçosa, que incluem Araponga, Brás Pires, Cajuri, Canaã, Catas Altas da Noruega, Coimbra, Divinésia, Dores do Turvo, Ervália, Guidoval, Guiricema, Lamim, Paula Cândido, Pedra do Anta, Piranga, Porto Firme, Presidente Bernardes, Rio Espera, São Miguel do Anta, São Geraldo, Senador Firmino, Senhora de Oliveira, Teixeiras, Ubá, Viçosa e Visconde do Rio Branco.

Valorização e Qualidade: O Objetivo do Concurso

Reconhecido como um dos primeiros concursos de café em Minas Gerais, o Concurso de Cafés de Qualidade da Região de Viçosa busca incentivar a melhoria contínua da qualidade dos cafés locais. A iniciativa visa não apenas valorizar os cafés excepcionais da região, mas também expandir o acesso a novos mercados. “Queremos identificar e premiar os agricultores que produzem cafés de alta qualidade, mesmo que suas lavouras sejam pequenas. Nosso objetivo é mostrar que não é necessário ter grandes produções para se destacar”, explica Deonir Dallpai, coordenador técnico regional.

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Os participantes serão divididos em dois grupos: Geral e Certifica Minas, competindo em duas categorias baseadas na altitude das lavouras — “Café de Terras Baixas” (altitude inferior a 900 metros) e “Café de Terras Altas” (altitude igual ou superior a 900 metros). Dentro dessas categorias, será possível optar pelas modalidades “Café Natural” ou “Café Cereja Descascado”.

Análise e Premiação

As amostras serão avaliadas por uma comissão de cinco analistas sensoriais de café, que realizarão análises físicas e sensoriais. Serão premiados o campeão e o vice-campeão de cada grupo, categoria e modalidade, com base nas notas obtidas na prova da xícara. “Devolvemos as notas a todos os participantes para que eles possam entender os pontos fortes e as áreas que precisam de melhorias em seus cafés. Isso proporciona uma oportunidade de aprimoramento para todos os envolvidos”, destaca Dallpai.

A cerimônia de premiação está agendada para o dia 12 de dezembro, em Coimbra, na Zona da Mata. O Concurso é promovido pela Emater-MG em colaboração com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Centro de Excelência de Café Matas de Minas, a Funarbe, o Centro Nacional de Treinamento em Armazenagem, além de prefeituras municipais, sindicatos e associações rurais. Mais informações sobre o concurso podem ser obtidas nos escritórios da Emater-MG nos municípios da área de atuação da Uregi de Viçosa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio prioriza eficiência e retorno rápido em meio a juros altos e desaceleração do setor

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Agro adota postura mais conservadora diante de cenário de juros elevados e crédito restrito

O agronegócio brasileiro vive um momento de maior cautela na tomada de decisões de investimento. Em um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e maior incerteza econômica, empresas do setor têm priorizado projetos com retorno financeiro mais rápido e previsibilidade de resultados.

A mudança ocorre após um ciclo de forte desempenho em 2025, quando o agro teve papel relevante na expansão da economia. Para 2026, no entanto, a expectativa é de desaceleração, com impacto direto sobre margens e ritmo de investimentos.

Esse novo cenário reforça uma tendência de maior disciplina na alocação de capital, com foco em eficiência operacional e sustentabilidade financeira no longo prazo.

Plano Safra revela retração em linhas de investimento e mudança no perfil do crédito rural

Dados do Plano Safra 2025/2026, divulgados pelo Ministério da Agricultura com base em informações do Banco Central, mostram que o crédito rural mantém crescimento no volume total, mas com forte retração nas linhas de investimento.

Entre os principais recuos estão:

  • Moderfrota: queda de 49%
  • Proirriga: redução de 48%
  • Inovagro: retração de 33%
  • Pronamp: queda de 34%

O movimento indica uma mudança de comportamento no campo: produtores estão priorizando o custeio da operação imediata e adiando decisões relacionadas à modernização e expansão das atividades.

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Na prática, o setor passa por uma reorganização de prioridades, com maior foco na manutenção da liquidez e menor apetite por projetos de longo prazo.

Juros altos e incerteza reduzem apetite por investimentos de longo prazo no agro

Para o economista Alexandre Schwartsman, o ambiente atual combina custo elevado de capital e menor previsibilidade, fatores que influenciam diretamente a estratégia de investimento das empresas.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, avalia.

Esse movimento tem levado companhias do agronegócio a revisar portfólios de projetos, elevar critérios de aprovação e reforçar análises de retorno financeiro, especialmente em iniciativas ligadas à expansão e modernização.

Eficiência operacional e tecnologia ganham protagonismo nas decisões do setor

Com maior pressão sobre resultados, cresce a prioridade por projetos voltados à eficiência operacional, redução de custos e ganho de produtividade. A lógica é clara: em um cenário de margens mais apertadas, apenas iniciativas com impacto direto no resultado ganham espaço.

Empresas que atuam na modernização de sistemas e processos, como a MIGNOW, observam aumento na participação de áreas financeiras — especialmente CFOs — na avaliação de investimentos, com foco em previsibilidade e retorno mais rápido.

Segundo o CEO da companhia, Paulo Secco, há uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos no setor.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível”, afirma.

De acordo com ele, iniciativas são cada vez mais reavaliadas não pela falta de necessidade, mas pela exigência de maior visibilidade sobre impacto financeiro.

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Automação e controle de riscos se tornam estratégicos no agronegócio moderno

Além da revisão de prioridades, cresce a demanda por maior controle de prazos, custos e execução em projetos de transformação digital e operacional.

A adoção de abordagens mais estruturadas e automatizadas tem sido apontada como fator de redução de riscos e aumento de eficiência. Em projetos de atualização e conversão de sistemas, por exemplo, há casos de automação que chegam a até 97%, contribuindo para menor incidência de falhas e maior previsibilidade de resultados.

Nesse contexto, o agronegócio passa a incorporar práticas mais rigorosas de governança e gestão de projetos, alinhadas ao ambiente de maior pressão financeira.

Eficiência se torna fator central de competitividade no agro

O atual cenário reforça uma mudança estrutural no comportamento do agronegócio brasileiro. Com crédito mais caro e menor espaço para erro, a eficiência operacional, a disciplina financeira e a priorização de investimentos com retorno claro passam a ser determinantes para a competitividade do setor nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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