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Ibovespa Almeja Sétima Alta Consecutiva com Foco em Balanços e Dados de Inflação dos EUA

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O Ibovespa procurava alcançar sua sétima alta consecutiva nesta quarta-feira, em um dia marcado pelo vencimento do contrato futuro do índice. Os investidores estavam atentos a uma nova série de balanços de empresas brasileiras e à divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos.

Por volta das 10h40, o Ibovespa registrava uma alta de 0,31%, alcançando 132.810,7 pontos. O volume financeiro negociado era de 3,85 bilhões de reais. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento nesta quarta-feira apresentava um incremento de 0,23%, enquanto o contrato que expira em 16 de outubro avançava 0,22%.

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,2% em julho, após uma queda de 0,1% em junho. A alta anual ficou em 2,9%, abaixo dos 3,0% registrados no mês anterior. Economistas consultados pela Reuters haviam previsto uma alta de 0,2% no mês e de 3,0% no comparativo anual. Excluindo alimentos e energia, o núcleo do CPI subiu 0,2% em julho, após uma elevação de 0,1% em junho. No acumulado de 12 meses, o núcleo avançou 3,2%, o menor aumento anual desde abril de 2021, comparado a 3,3% em junho.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, comentou que os dados recentes indicam uma desaceleração econômica. “Não projetamos uma recessão, mas um pouso suave da economia norte-americana”, afirmou. Sung espera um início de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve em setembro, com a possibilidade de mais um corte até o final de 2024.

Em Nova York, o índice S&P 500, referência do mercado acionário norte-americano, operava próximo à estabilidade.

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Destaques do Mercado
  • Cemig PN avançou 6,49%, após divulgar um lucro líquido recorrente de 1,13 bilhão de reais no segundo trimestre, uma queda de 6,6% em relação ao ano anterior. A Cemig também anunciou dividendos adicionais de 1,4 bilhão de reais.
  • Rede D’or ON valorizou-se 6,37%, com o grupo de saúde reportando um lucro líquido de 995,5 milhões de reais no segundo trimestre, um salto de 212,9% em comparação ao ano passado.
  • JBS ON subiu 4,53%, refletindo um lucro líquido de 1,72 bilhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízos do ano anterior. A JBS também aprovou dividendos intermediários de 4,4 bilhões de reais.
  • LWSA ON avançou 3,58%, com lucro líquido de 18,3 milhões de reais no segundo trimestre, comparado a um prejuízo de 39 milhões de reais no mesmo período do ano passado. A receita líquida foi de 336 milhões de reais, um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior.
  • Localiza ON caiu 12,12%, após reportar um prejuízo líquido de 569,6 milhões de reais e um Ebitda de 2,35 bilhões de reais. A empresa também forneceu um guidance para a depreciação de veículos nos próximos três meses, prevendo a normalização do ciclo de vida dos carros seminovos no segundo semestre de 2025.
  • Raízen PN recuou 3,54%, com um prejuízo líquido ajustado de 6,9 milhões de reais no primeiro trimestre da safra 2024/2025. O Ebitda ajustado foi de 2,3 bilhões de reais, abaixo das expectativas dos analistas, apesar de um aumento de 15,3% na moagem de cana-de-açúcar no período.
  • BTG Pactual Unit perdeu 1,4%, mesmo após reportar um lucro líquido ajustado recorde de 2,9 bilhões de reais no segundo trimestre, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. A captação líquida foi de 56 bilhões de reais, mas houve uma leve queda na rentabilidade.
  • Vale ON recuou 1,24%, acompanhando a queda dos futuros do minério de ferro na Ásia, onde o contrato mais negociado em Dalian caiu 3,32%, e o vencimento de referência em Cingapura desceu 0,16%.
  • Petrobras PN valorizou-se 0,84%, impulsionada pela alta nos preços do petróleo, com o barril de Brent subindo 0,12%.
  • Itaú Unibanco PN subiu 1,21%, enquanto Banco do Brasil ON avançou 0,69%, Bradesco PN teve alta de 0,87% e Santander Brasil Unit ganhou 0,96%.
  • XP Inc., negociada em Nova York, saltou 6,18% após divulgar um lucro líquido recorde de 1,118 bilhão de reais no segundo trimestre, um aumento de 14% em relação ao ano passado. O resultado foi impulsionado pelo crescimento da captação e aumento da base de clientes.
  • Nu Holdings, listada nos EUA, cedeu 1,81%, apesar de mais que dobrar seu lucro líquido ajustado no segundo trimestre para 563 milhões de dólares, superando as previsões dos analistas. A companhia observou um crescimento na carteira de crédito e taxas de inadimplência dentro do esperado.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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