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Fundos de Investimento Intensificam Movimentações no Mercado de Açúcar

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De acordo com Arnaldo Luiz Corrêa, Gerente de Riscos do mercado de commodities agrícolas e diretor da Archer Consulting, os fundos de investimento estão adotando uma postura agressiva em relação ao mercado de açúcar. O relatório Commitment of Traders (COT), divulgado nesta sexta-feira pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), revelou que esses fundos estavam com 62.762 contratos vendidos, intensificando suas apostas na queda dos preços do açúcar. A pergunta que se coloca é se essas previsões se concretizarão.

Em comparação com a situação do ano passado, quando os fundos especuladores impulsionaram o mercado para cima independentemente dos fundamentos econômicos, a atual abordagem é mais focada na baixa. Naquele período, os fundamentos não justificavam os níveis altos de preços, o que gerou uma visão crítica sobre a especulação.

Atualmente, com os fundos possivelmente lucrando com outras commodities como cacau, suco de laranja e café, estão dirigindo suas atenções para o açúcar. As exportações de açúcar do Brasil nos últimos doze meses indicam uma oferta abundante, o que reforça a perspectiva de preços baixos. A moagem recorde de 281 milhões de toneladas de cana até meados de julho sugere que a produção de açúcar pode atingir 43 milhões de toneladas, o que se alinha com a visão baixista dos fundos.

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No entanto, alguns fatores podem estar sendo negligenciados. A desvalorização do real em relação ao dólar teve um impacto significativo nas cotações do açúcar em Nova York, com uma defasagem de 150 pontos no preço do açúcar para a safra 2025/26. Essa defasagem é impulsionada pelos contratos de Non-Deliverable Forward (NDF), que incentivam as usinas a fixarem seus preços.

No Centro-Sul do Brasil, embora o consenso do mercado projete uma safra de cerca de 605 milhões de toneladas de cana, o clima seco no interior está gerando preocupações. A seca pode reduzir a moagem final para 586 milhões de toneladas, se a perda de produtividade for de 15%, um cenário que os fundos podem não estar considerando adequadamente.

Outro ponto relevante é a situação da Índia, que dificilmente retornará ao mercado de exportação antes de março do próximo ano, e os preços internos nas regiões produtoras da Índia estão acima dos níveis de Nova York. A valorização do dólar, que fechou a semana a R$ 5,5089 com alta de 2,78%, pode também oferecer suporte aos preços do açúcar, principalmente se houver uma redução na taxa de juros pelo Federal Reserve.

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O mercado futuro de açúcar terminou a semana praticamente inalterado, com o contrato de outubro/24 cotado a 18,54 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de apenas 6 pontos em relação à semana anterior. A retração nos valores do açúcar convertidos para reais foi de quase 70 reais por tonelada.

Arnaldo Luiz Corrêa e Marcelo Moreira observam que a posição dos fundos é vulnerável e pode levar a uma cobertura de posições vendidas, o que pode gerar volatilidade no mercado. Marcelo destaca que os contratos futuros enfrentam suporte a 17,68 centavos de dólar por libra-peso e resistências a 19,09 e 19,54 centavos de dólar por libra-peso, com possíveis movimentos de preços futuros dependendo das condições de mercado.

Por fim, a recente perda de US$ 220 milhões por uma multinacional de fertilizantes devido a operações cambiais não autorizadas ilustra a importância da gestão de risco e conformidade nas empresas. A falta de capacitação adequada pode levar a operações estruturadas que prejudicam a saúde financeira das empresas e expõem falhas no gerenciamento de riscos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rio Grande do Sul sedia 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica e destaca avanço da economia circular no agro

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O Rio Grande do Sul será palco, em 6 de agosto, do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica, evento inédito promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (ASSIFERTO RS). A programação será realizada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, com participação gratuita mediante inscrição.

O encontro surge em um momento de forte expansão do mercado brasileiro de insumos orgânicos, impulsionado pela demanda por alimentos mais sustentáveis, pela consolidação de práticas ESG no agronegócio e pelo avanço das regulamentações ambientais no país.

Simpósio debate sustentabilidade, regulação e inovação no setor

A programação técnica do evento reúne autoridades ambientais, representantes do setor público e pesquisadores, com foco em temas como regulação, desafios produtivos e tendências do mercado de fertilizantes orgânicos.

De acordo com a ASSIFERTO RS, a iniciativa busca dar visibilidade à cadeia produtiva gaúcha e ampliar o diálogo entre os diferentes elos do setor.

“O objetivo é mostrar que o Rio Grande do Sul possui empresas organizadas e tecnologicamente avançadas, capazes de transformar subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de alta qualidade, reduzindo impactos ambientais, diminuindo a dependência de nutrientes importados e promovendo equilíbrio biológico no solo”, afirma o presidente da entidade, Valdecir Ferrari.

Setor movimenta mais de 1 milhão de toneladas de resíduos orgânicos por ano

As empresas associadas à ASSIFERTO RS são responsáveis pelo processamento de mais de 1 milhão de toneladas de subprodutos orgânicos anualmente. Esse material é reinserido na cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos, líquidos e condicionadores de solo, dentro de um modelo de economia circular aplicado ao agronegócio.

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Segundo a entidade, esse processo contribui para ganhos ambientais e produtivos, incluindo maior retenção de carbono no solo, melhoria da sanidade vegetal e aumento da eficiência nutricional das lavouras.

Ferrari destaca ainda o papel estratégico do reaproveitamento de nutrientes diante da limitação de recursos naturais. “A recuperação de nutrientes por meio da reciclagem de subprodutos é essencial para garantir a sustentabilidade da produção de alimentos para as próximas gerações”, ressalta.

ASSIFERTO RS reúne 12 empresas e concentra 90% da produção no Estado

A associação é formada por 12 empresas responsáveis por aproximadamente 90% da produção de fertilizantes orgânicos registrados no Rio Grande do Sul. O evento também será uma vitrine para tecnologias aplicadas ao setor, reforçando o amadurecimento da indústria de base orgânica no Estado.

A realização do simpósio é considerada um marco institucional para a entidade, que pretende dar continuidade a novas edições do encontro nos próximos anos.

“Este é o primeiro de muitos simpósios. O setor está em evolução e a associação tem um papel coletivo na construção desse avanço”, afirma Ferrari.

Exemplo de inovação e biotransformação de resíduos orgânicos

Durante o simpósio, os participantes terão acesso a cases de produção, como o da Beifiur/Beifort, empresa fundada por Valdecir Ferrari. A operação transforma resíduos, especialmente da cadeia da uva, em fertilizantes orgânicos por meio de processos de biotransformação com tecnologia própria.

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A iniciativa exemplifica o avanço da bioeconomia no agronegócio brasileiro, com soluções que integram inovação, reaproveitamento de resíduos e geração de valor para diferentes cadeias produtivas.

Natural de Carlos Barbosa (RS) e com trajetória no setor desde a década de 1990, Ferrari destaca a origem agrícola de sua atuação. “Aprendi desde cedo que nada deve ser desperdiçado. Esse conceito evoluiu da compostagem para um modelo de negócio estruturado, com base tecnológica e escala nacional”, afirma.

Setor de insumos orgânicos ganha protagonismo no agronegócio brasileiro

Com a participação de todos os associados prevista no evento, o simpósio reforça o amadurecimento do setor de insumos orgânicos no Brasil. A expectativa da ASSIFERTO RS é consolidar o encontro como referência técnica e institucional para o debate sobre sustentabilidade, inovação e regulação no agronegócio.

Mais informações sobre o 1º Simpósio ASSIFERTO RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica:

SimpósioInscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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