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Mercados Antecipam Novas Baixas para o Dólar com a Divulgação dos Dados de Inflação dos EUA

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Nesta segunda-feira, o dólar apresentou uma leve queda frente ao real, ampliando suas perdas recentes, enquanto investidores ajustam suas posições antes da divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos.

Às 9h36, o dólar à vista registrava uma queda de 0,2%, cotado a 5,5043 reais na venda. Na B3, o contrato futuro de dólar com vencimento mais próximo tinha uma queda de 0,24%, negociado a 5,509 reais na venda. Na sexta-feira, o dólar à vista havia fechado em queda de 1,05%, com a cotação a 5,5151 reais.

Nesta semana, a atenção dos mercados globais estará voltada para novos dados de inflação nos EUA. A divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de julho, marcada para quarta-feira, será particularmente observada em busca de indicações sobre a trajetória futura dos juros do Federal Reserve.

Economistas consultados pela Reuters projetam que o índice acelerará para uma alta de 0,2% na base mensal, em comparação com uma queda de 0,1% no mês anterior. Em termos anuais, a previsão é de uma alta de 3%, mantendo o mesmo valor registrado em junho.

Um dia antes, serão divulgados os números para os preços ao produtor dos EUA em julho, que poderão influenciar as negociações, embora com impacto menor do que os dados sobre a inflação ao consumidor.

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Os agentes financeiros consideram quase certo um corte de juros pelo Fed em sua próxima reunião de setembro, mas há divisão quanto ao tamanho da redução, com apostas igualmente distribuídas entre um corte de 25 ou 50 pontos-base. No início da semana passada, um corte de 50 pontos-base parecia inevitável devido a crescentes temores de recessão nos EUA após dados de emprego fracos em julho. No entanto, a perspectiva tornou-se mais incerta com a divulgação de números econômicos mais favoráveis e declarações tranquilizadoras de autoridades do banco central norte-americano.

Quanto maior a redução dos juros pelo Fed, menor a atratividade do dólar, que se torna comparativamente menos interessante à medida que os rendimentos dos Treasuries caem, incentivando apetite por risco em mercados com juros mais altos, como o Brasil.

O iene japonês também tem atraído atenção, com suas recentes oscilações provocando ampla volatilidade nos mercados globais. O dólar registrava alta de 0,65% frente ao iene, cotado a 147,57.

Os preços das commodities, especialmente o petróleo, também têm potencial para movimentar os mercados, dada a perspectiva desfavorável para a economia chinesa e o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

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No cenário dos mercados emergentes, o desempenho do dólar foi misto, recuando frente ao rand sul-africano e ao peso chileno, enquanto se manteve estável frente ao peso mexicano e apresentou leve alta frente ao peso colombiano.

No Brasil, investidores estarão atentos aos eventos envolvendo autoridades do Banco Central, após a divulgação de dados acima do esperado para o IPCA em julho. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, participará da inauguração de um novo campus da Fundação Getulio Vargas (FGV) às 10h, em São Paulo. Mais tarde, o diretor de política monetária, Gabriel Galípolo, palestrará em evento promovido pela Warren Rena às 14h30, também na capital paulista, com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

O Banco Central divulgou seu último relatório Focus, mantendo a projeção para o valor do dólar em 5,30 reais ao final deste ano e do próximo. Os analistas também preveem que a Selic será mantida em 10,50% até o final de 2024. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, registrava uma queda de 0,01%, cotado a 103,210.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol

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A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.

Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.

Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola

A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O desempenho foi desigual entre os estados:

  • Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
  • Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)

A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.

Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.

Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo

A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.

Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.

O detalhamento mostra movimentos distintos:

  • Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
  • Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica

O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.

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Vendas de etanol: mercado interno segue dominante

No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.

  • Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
  • Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)

No consumo interno:

  • Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
  • Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
  • No acumulado da safra:
  • Hidratado: 20,34 bilhões de litros
  • Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)

O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.

Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.

Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte

A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.

Ao todo, 195 unidades estavam em operação:

  • 177 com moagem de cana
  • 10 dedicadas ao etanol de milho
  • 8 usinas flex

A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.

Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar

O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.

  • Como consequência:
    • Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
    • Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
  • Desse total:
    • Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
    • Anidro: 350,20 milhões de litros
    • Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
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O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.

Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo

Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:

  • Hidratado: 820,15 milhões de litros
  • Anidro: 460,87 milhões de litros

No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).

A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.

CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio

Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.

O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.

Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais

O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:

  • demanda doméstica consistente
  • políticas de descarbonização
  • maior previsibilidade no mercado interno
  • cenário internacional de incertezas energéticas

Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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