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Mercado de Milho no Brasil Inicia a Semana com Negócios Desacelerados

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O mercado brasileiro de milho começa a semana com uma tímida movimentação nos negócios, refletindo a postura cautelosa dos agentes do setor. A retração nas negociações é motivada pela queda nos principais indicadores de preços, com destaque para a desvalorização do dólar frente ao real e a baixa nas cotações na Bolsa de Mercadorias de Chicago.

Nas principais praças do país, os preços do milho permaneceram sob pressão, com os compradores forçando uma redução mais acentuada nas cotações, especialmente nos portos. De acordo com a Consultoria Safras & Mercado, a situação refletiu diretamente nos preços de referência.

Nos portos, as cotações foram as seguintes: em Santos, os preços oscilaram entre R$ 60,60 e R$ 64,50 por saca (CIF); enquanto em Paranaguá, ficaram entre R$ 60,50 e R$ 64,50 por saca.

Nas principais regiões produtoras, os preços também variaram. No Paraná, em Cascavel, o milho foi cotado entre R$ 56,00 e R$ 58,00 por saca. Em São Paulo, na região da Mogiana, os valores ficaram entre R$ 54,00 e R$ 56,00 por saca, enquanto em Campinas (CIF) foram registrados preços entre R$ 61,50 e R$ 62,50 por saca. No Rio Grande do Sul, em Erechim, a saca foi comercializada entre R$ 64,50 e R$ 66,00. Em Minas Gerais, em Uberlândia, os preços oscilaram entre R$ 54,00 e R$ 55,00 por saca. Em Goiás, em Rio Verde (CIF), os valores ficaram entre R$ 48,80 e R$ 50,00 por saca. Já no Mato Grosso, em Rondonópolis, as cotações variaram entre R$ 44,00 e R$ 46,00 por saca.

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Cenário Internacional

No mercado internacional, os contratos futuros de milho com entrega em dezembro registraram uma leve queda, cotados a US$ 3,95 ¼ por bushel, representando um recuo de 1,75 centavo de dólar, ou 0,44%, em relação ao fechamento anterior. Este movimento marca a quinta sessão consecutiva de queda para o cereal, que continua pressionado pelas expectativas de uma maior oferta nos Estados Unidos.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) está programado para divulgar dados atualizados de oferta e demanda para as temporadas 2023/24 e 2024/25. Analistas consultados por agências internacionais preveem uma produção de 15,112 bilhões de bushels de milho para 2024/25, ligeiramente acima da estimativa anterior de 15,1 bilhões de bushels e abaixo do volume produzido na safra 2023/24, que foi de 15,342 bilhões de bushels.

A produtividade média nos Estados Unidos deve ser apontada em 181,1 bushels por acre, superando os 181 bushels indicados no mês anterior e os 177,3 bushels por acre obtidos na safra 2023/24. Os estoques finais de passagem da safra 2024/25 norte-americana estão estimados em 2,092 bilhões de bushels, levemente abaixo dos 2,097 bilhões de bushels indicados em julho. Para a safra 2023/24, os estoques devem ser ajustados de 1,877 bilhão para 1,882 bilhão de bushels.

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Globalmente, a expectativa é que os estoques finais da safra 2024/25 sejam apontados em 311,5 milhões de toneladas, uma pequena redução em relação aos 311,6 milhões de toneladas previstos no relatório anterior. Para a safra mundial 2023/24, a previsão é de 309,7 milhões de toneladas, um ajuste em relação aos 309,1 milhões indicados em julho.

Cenário Cambial e Financeiro

O dólar comercial operava em baixa de 0,21%, cotado a R$ 5,5028, enquanto o índice dólar (DXY) registrava uma leve valorização de 0,08%, a 103,22 pontos.

Nos mercados financeiros, as principais bolsas da Ásia encerraram em queda, com Xangai recuando 0,14% e Tóquio fechado devido a um feriado. Na Europa, os índices mostraram comportamento misto: Paris caiu 0,11%, enquanto Frankfurt subiu 0,18% e Londres avançou 0,35%. O mercado de petróleo também registrou alta, com o barril de WTI para setembro valorizando-se 1,28%, cotado a US$ 77,83.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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