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Previsão de Inflação para 2024 é Elevada para 4,20%; Expectativa para 2025 Cai para 3,97%

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As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC), através da pesquisa Focus, revisaram para cima a estimativa da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2024, passando de 4,12% para 4,20%. Vale lembrar que a meta de inflação estabelecida para o período é de 3,00%.

Entre os indicadores específicos, a previsão para os preços administrados — aqueles controlados por contrato ou pelo poder público — também registrou aumento, subindo de 4,59% para 4,75%. Além disso, a expectativa para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) teve um ligeiro ajuste, passando de 3,70% para 3,73%.

Já para 2025, a previsão para a inflação medida pelo IPCA foi ligeiramente reduzida, de 3,98% para 3,97%, mantendo-se próxima à meta de 3,00%. As expectativas para os preços administrados e para o IGP-M permaneceram estáveis, com previsões de 3,90% e 4,00%, respectivamente.

No que diz respeito ao crescimento econômico, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 foi mantida em 2,20%, enquanto para 2025, a previsão continuou inalterada em 1,92%. O Banco Central, em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI) publicado em junho, estima um crescimento de 2,3% para a economia brasileira em 2024.

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Sobre a taxa básica de juros (Selic), o mercado manteve a expectativa de que ela fechará 2024 em 10,50%, mesma taxa atual, indicando a ausência de expectativa para cortes ao longo do ano. Para 2025, a previsão também se manteve estável, em 9,75%, após uma leve alteração nas semanas anteriores, quando a estimativa era de 9,50%.

Por fim, as previsões para a taxa de câmbio permaneceram estáveis em R$ 5,30 por dólar tanto para 2024 quanto para 2025. Na comparação com semanas anteriores, essas projeções mostraram pequena variação, com a expectativa anterior para 2024 em R$ 5,22 e para 2025 em R$ 5,20.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produto amplia peso na economia com biodiesel e avanço da agroindústria

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Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja cresceu 11,72% em 2025.

Com isso, o setor passou a responder por 21,6% de todo o PIB do agronegócio brasileiro e por 5,4% da economia nacional.

O principal motor desse avanço foi a safra recorde de 171,5 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25. A grande oferta aumentou o esmagamento do grão nas indústrias e elevou a produção de derivados, principalmente farelo e óleo.

Na prática, isso significa mais atividade fora da porteira. O crescimento da soja passou a movimentar com mais força fábricas de ração, usinas de biodiesel, transportadoras, armazéns e indústrias ligadas à proteína animal.

O farelo de soja foi um dos principais destaques do ano. A demanda interna bateu recorde, impulsionada pelo crescimento da avicultura, da suinocultura e do confinamento bovino. Para o produtor pecuário, isso representa maior oferta de matéria-prima para alimentação animal e maior integração entre lavoura e pecuária.

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O biodiesel também ganhou peso dentro da cadeia. A elevação da mistura obrigatória para 15% aumentou o consumo de óleo de soja e estimulou a produção do biocombustível ao longo do ano.

O reflexo apareceu diretamente na economia. O segmento de agrosserviços, ligado a logística, transporte, armazenagem e comercialização, registrou uma das maiores altas do levantamento, com crescimento de 9,4%.

O mercado de trabalho acompanhou esse movimento. A cadeia da soja e do biodiesel encerrou 2025 com 2,39 milhões de trabalhadores ocupados, avanço de 5,52% em relação ao ano anterior. O aumento das vagas ocorreu principalmente nos setores ligados à indústria e aos serviços de apoio.

Apesar do avanço da atividade econômica, os preços internacionais mais baixos limitaram parte da rentabilidade do setor. A ampla oferta global pressionou as cotações da soja e dos derivados ao longo do ano.

Mesmo assim, as exportações da cadeia cresceram em volume e chegaram a 133,72 milhões de toneladas em 2025. A receita cambial somou US$ 53,46 bilhões, equivalente a cerca de R$ 283 bilhões.

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O levantamento mostra ainda uma mudança importante no perfil do agro brasileiro: processar soja dentro do país passou a gerar impacto econômico muito maior do que exportar apenas o grão bruto. Segundo os pesquisadores, cada tonelada industrializada gerou mais de quatro vezes mais PIB do que a soja embarcada sem processamento

Fonte: Pensar Agro

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