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Fecomércio-DF anuncia expansão do Sistema S em evento com empresários

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Fecomércio-DF anuncia expansão do Sistema S em evento com empresários
Caio Barbieri

Fecomércio-DF anuncia expansão do Sistema S em evento com empresários

O presidente da Federação do Comércio do Distrito Federal ( Fecomércio-DF ), José Aparecido de Oliveira, apresentou, nesta quinta-feira (8), um balanço dos avanços recentes do Sistema S na capital federal. A apresentação ocoreu durante o almoço-debate promovido pelo Lide Brasília e realizado na residência de Fernando Cavalcanti, vice-presidente do Nelson Williams Group , com os principais empresários do Distrito Federal

José Aparecido destacou que o Distrito Federal conta com 1,4 milhão de empregos, dos quais 68% estão no setor de comércio e turismo, segmentos que têm crescido 35% ao ano desde o período pós-pandemia. Ele também salientou a importância econômica da região, que é atualmente a oitava maior economia do país, com uma arrecadação de R$ 11,7 bilhões em Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS).

“A nossa meta é mostrar à população do Distrito Federal e aos nossos empresários, que contribuem para o Sistema S, como o dinheiro deles está sendo investido. Nos últimos três anos, tivemos um crescimento notável e temos planos ambiciosos para o futuro, com muitas novidades já em andamento”, afirmou José Aparecido.

Durante o encontro, o presidente da Fecomércio-DF destacou a forte parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF),Câmara Legislativa (CLDF), sindicatos e outras entidades do setor produtivo, enfatizando a importância do diálogo contínuo para o desenvolvimento da região. “Vivemos um momento de grande cooperação, que tem beneficiado diretamente a população do DF”, observou.

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Entre os principais anúncios, José Aparecido revelou a inauguração de novas unidades do Sesc-DF e Senac-DF nos próximos anos. Em setembro, será aberta uma nova unidade do Sesc na Asa Norte, seguida por inaugurações no Núcleo Bandeirante e no SIA em 2025, onde também será estabelecida a nova sede da entidade.

Além disso, uma nova unidade do Senac-DF no Setor Comercial Sul, prevista para março de 2025, abrigará cursos voltados para saúde, bem-estar, gastronomia e turismo, com a expectativa de receber cerca de 5 mil alunos diariamente.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), presente no evento, elogiou a atuação da Fecomércio-DF e o impacto positivo das iniciativas do Sistema S. Ele destacou o sucesso da Casa de Chá, um café-escola inaugurado recentemente na Praça dos Três Poderes, que já atraiu mais de 15 mil visitantes em seu primeiro mês de funcionamento.

“O Sistema S tem trazido grandes benefícios para o DF, e precisamos continuar abrindo portas para que essas iniciativas se multipliquem”, afirmou o governador.

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O emedebista também elogiou a expansão do setor e a parceria com o governo local. “Os números apresentados comprovam que o Distrito Federal se recuperou após o difícil momento da crise mundial causada pela pandemia”, declarou

Presidente do Lide Brasília, Paulo Octávio ressaltou a importância da sinergia entre o setor produtivo e o governo para o desenvolvimento econômico da região.

“Com mais de 300 mil trabalhadores vinculados ao comércio e cerca de 600 mil envolvidos nos serviços, a Fecomércio-DF desempenha um papel crucial no crescimento do Distrito Federal. Estamos ansiosos para ver o que o presidente José Aparecido planeja para o futuro”, declarou.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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