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É Assim Que Acaba: a história real de Colleen Hoover que deu origem à obra

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É Assim Que Acaba: a história real de Colleen Hoover que deu origem à obra
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É Assim Que Acaba: a história real de Colleen Hoover que deu origem à obra

Colleen Hoover é uma autora com mais de 20 livros publicados. Apesar da variedade de obras , a norte-americana é conhecida majoritariamente por É Assim Que Acaba , que, lançado em 2018 e com vendas crescentes desde 2022, está, ainda hoje, no topo da lista de romances mais vendidos da Amazon há um ano.

Tamanho o sucesso, a Sony Pictures comprou os direitos para a produção de um filme que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (8), com Blake Lively. O que poucos sabem é que a trama é baseada em experiências reais vividas pela própria autora.

É Assim Que Acaba conta a história de Lily, uma jovem que se mudou para Boston para cursar a faculdade e abrir a própria floricultura. Lá, ela conhece Ryle, um neurocirurgião teimoso e com aversão a relacionamentos.

Atenção: spoilers a seguir

Quando os dois se apaixonam e começam a se envolver, Lily pensa que achou o amor de sua vida até o primeiro episódio de violência. Ryle empurra a mulher da escada, mas a convence de que ela caiu. A protagonista viu sua mãe passar por um relacionamento abusivo e prometeu a si mesma que não seria mais uma vítima.

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Determinada a se separar do marido, tudo piora para Lily quando ela descobre que está grávida do homem que a agride. Ao mesmo tempo, ela reencontra Atlas, seu primeiro amor.

Experiências pessoais em ‘É Assim Que Acaba’

Após a conclusão de É Assim Que Acaba , Colleen Hoover escreveu uma nota, na qual revela que o livro é inspirado na relação que seus pais mantiveram e que seu objetivo é ajudar as vítimas de violência doméstica.

“Eu me lembro de escutar meu pai gritando, então espiei de trás do lençol bem no instante que ele pegou nossa televisão e a jogou em minha mãe, derrubando-a no chão. Ela se divorciou antes de eu completar três anos. Depois disso, toda lembrança que tenho de meu pai é boa. Ele nunca perdeu a cabeça comigo ou com as minhas irmãs, apesar de ter feito isso tantas vezes com minha mãe”, escreveu.

“Eu queria escrever algo realista relacionado à situação de minha mãe, que é uma situação enfrentada por muitas mulheres. Eu queria explorar o amor entre Lily e Ryle para sentir o que minha mãe sentiu quando teve de decidir se ia abandonar meu pai, um homem que ela amava do fundo do coração”, explicou a autora.

Em janeiro do ano passado, Colleen Hoover visitou a casa onde cresceu para anunciar o elenco do filme. “Eu gostaria que todo mundo soubesse o quanto eu admiro minha mãe por nos tirar de uma situação assustadora quando eu era pequena. Ela nos trouxe para essa casa, onde críamos memórias maravilhosas”, disse em seu Instagram.

“O fato de que vamos fazer um filme inspirado na história da minha mãe é surreal. Muitas pessoas passam por essa situação e saber que a decisão da minha mãe inspirou tantas pessoas a fazerem o mesmo é lindo, eu te amo mãe”, ela escreveu.

Lily será interpretada por Blake Lively enquanto Justin Baldoni e Brandon Sklenar dão vida aos personagens Ryle e Atlas, respectivamente.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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