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Exportações de Carnes em Santa Catarina Batem Recordes em Julho

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Em julho, as exportações de carne suína de Santa Catarina alcançaram um recorde histórico, com um aumento expressivo de 30,7% no volume de embarques e 35,7% nas receitas em comparação com o mês anterior. Esse desempenho representa o melhor resultado mensal registrado desde o início da série histórica, em 1997, tanto em valor quanto em quantidade, conforme os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) e disponibilizados no Observatório Agro Catarinense.

“A procura global pelos produtos catarinenses é um reflexo do cuidado excepcional que nossos produtores têm em seguir todas as normas para exportação. Essa dedicação é o que nos permite alcançar esses resultados históricos,” destacou o governador Jorginho Mello.

Em números, Santa Catarina exportou 72,8 mil toneladas de carne suína (incluindo in natura, industrializada e miúdos) em julho, gerando receitas de US$ 174,9 milhões. Comparando com julho de 2023, o Estado registrou um crescimento de 35,5% no volume exportado e 31,2% nas receitas. “Santa Catarina foi responsável por 56,1% da quantidade e 58% das receitas das exportações brasileiras de carne suína nos primeiros sete meses deste ano. Somos líderes nacionais na produção de carne suína, resultado do trabalho árduo de toda a cadeia produtiva e do compromisso do Governo do Estado com a sanidade e a qualidade da nossa proteína animal,” afirmou o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

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Alexandre Giehl, analista da Epagri/Cepa, destacou que quase todos os principais destinos registraram aumento nos embarques de julho em comparação ao mês anterior, com Filipinas e Japão como destaques. “Até mesmo a China, que vinha apresentando quedas nos últimos meses, mostrou crescimento em julho, com alta de 28,7% no volume e 30,1% nas receitas,” explicou Giehl.

Exportação de Frango Também Cresce

No setor de frango, Santa Catarina exportou 103,2 mil toneladas de carne (in natura e industrializada) em julho, registrando um aumento de 11,8% em relação ao mês anterior e 14,7% em comparação a julho de 2023. As receitas alcançaram US$ 206 milhões, um crescimento de 18,1% em relação ao mês anterior e de 5,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Esse resultado representa o melhor desempenho em termos de receita desde agosto de 2023.

A maior parte dos principais destinos das exportações catarinenses de frango registrou variação positiva entre junho e julho, com destaque para Japão, Países Baixos, China e Emirados Árabes Unidos. O Estado respondeu por 23,6% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango nos primeiros sete meses de 2024.

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Exportações Totais de Carnes em Alta

No total, Santa Catarina exportou 183 mil toneladas de carnes (incluindo frangos, suínos, perus, patos, marrecos, bovinos, entre outros) em julho, registrando aumentos de 17,3% em relação ao mês anterior e de 21,4% na comparação com julho de 2023. As receitas totais das exportações de carnes do Estado chegaram a US$ 392,7 milhões, com altas de 23,9% em relação a junho e de 14,1% na comparação com julho do ano passado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Aditivos energéticos ganham protagonismo e impulsionam competitividade da suinocultura brasileira

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A busca por maior eficiência produtiva e competitividade tem levado a suinocultura brasileira a intensificar o uso de aditivos energéticos nas formulações de ração. Em um cenário de genética avançada, alto desempenho zootécnico e margens cada vez mais apertadas, a energia passa a ser tratada como elemento estratégico dentro dos sistemas de produção.

Mais do que um componente básico da dieta, os aditivos energéticos vêm se consolidando como ferramenta importante para melhorar o aproveitamento nutricional, sustentar o desempenho dos animais e otimizar o retorno econômico da atividade.

Energia na dieta é base do desempenho dos suínos, afirma especialista

De acordo com o doutor em Nutrição e Produção Animal e zootecnista da Quimtia Brasil, Gabriel Villela Dessimoni, a energia é o principal combustível metabólico dos suínos e influencia diretamente todas as funções produtivas.

“A energia é o principal ‘combustível’ do suíno. Sem ela, nenhuma engrenagem biológica funciona adequadamente. O animal precisa de energia para manutenção, crescimento, deposição de carne, resposta imunológica e regulação térmica”, explica o especialista.

Aditivos energéticos ampliam eficiência da dieta e desempenho zootécnico

Os aditivos energéticos utilizados na suinocultura são formulações complexas compostas por diferentes ingredientes e aditivos zootécnicos, desenvolvidos para atuar em duas frentes principais: fornecer energia de rápida disponibilidade e aumentar a eficiência de aproveitamento energético da dieta.

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Na prática, essa tecnologia se reflete em ganhos produtivos como maior ganho de peso diário e melhora na conversão alimentar, indicadores essenciais para a rentabilidade da atividade.

Segundo Dessimoni, esses produtos podem apresentar diferentes origens e composições.

“Algumas formulações utilizam derivados de óleos vegetais, outras incluem ingredientes de alta densidade energética, como subprodutos da indústria de alimentos. Também é comum o uso de ácidos graxos, lecitinas e metabólitos naturais em diferentes combinações”, detalha.

Estratégias nutricionais variam conforme a fase produtiva

O uso de aditivos energéticos na suinocultura é ajustado de acordo com cada fase de produção, respeitando as exigências fisiológicas dos animais.

Na fase de creche, o foco está no suporte energético de leitões desmamados, que apresentam sistema digestivo imaturo e alta demanda metabólica. Já na lactação, a prioridade é atender a elevada exigência energética das matrizes, fundamentais para a produção de leite e manutenção da condição corporal.

Nas fases de crescimento e terminação, a estratégia busca sustentar o alto desempenho zootécnico, com foco em ganho de peso eficiente e melhor conversão alimentar até o abate.

Deficiência energética compromete desempenho e aumenta custos de produção

A falta de energia na dieta gera impactos diretos no desempenho dos animais e na rentabilidade do sistema produtivo. Segundo o especialista, os efeitos são perceptíveis tanto no desempenho zootécnico quanto nos custos da produção.

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No animal, a deficiência energética resulta em menor ganho de peso, pior conversão alimentar, redução da resposta imunológica e maior desuniformidade dos lotes.

Para o produtor, isso significa maior tempo até o abate, aumento no consumo total de ração, elevação do custo por animal e menor eficiência econômica por quilo produzido.

Impacto é ainda mais crítico em matrizes lactantes

Nas fêmeas em lactação, a deficiência de energia pode gerar consequências mais severas. Entre os principais efeitos estão a redução da produção de leite, comprometimento do desenvolvimento da leitegada, maior mobilização de reservas corporais e impacto negativo no desempenho reprodutivo futuro.

Eficiência energética melhora retorno econômico da produção

Apesar do aumento no custo de formulação, o uso correto de aditivos energéticos tende a gerar retorno econômico positivo, graças ao ganho de eficiência produtiva.

“Quando o aditivo energético melhora a conversão alimentar e o aproveitamento da dieta, o custo efetivo por quilo de carne produzida tende a cair”, afirma Dessimoni.

Com isso, a adoção dessa tecnologia reforça o papel da nutrição de precisão como ferramenta essencial para elevar a competitividade da suinocultura brasileira em um cenário de maior exigência produtiva e econômica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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