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Brasil Aumenta Exportações de Cerveja em 42% no Primeiro Semestre de 2024

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Na primeira sexta-feira de agosto, data que marca a celebração do Dia Internacional da Cerveja desde 2007, o Brasil celebra um notável crescimento nas exportações de sua bebida mais emblemática. Desde tempos antigos, a cerveja, produzida a partir da cevada — um dos ingredientes primordiais, cultivado e utilizado há milênios para a alimentação humana —, tem sido uma constante na mesa de muitas culturas.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) explica que a cevada é maltada para a fabricação da cerveja. No Brasil, a produção de cerveja teve início na década de 1930, com ênfase na região sul, ganhando destaque econômico ao longo dos anos.

Carlos Fávaro, Ministro da Agricultura e Pecuária, aproveitou a comemoração do Dia Internacional da Cerveja na sexta-feira (2) para ressaltar a importância do setor para a economia nacional e para a geração de empregos. “O setor é extremamente relevante para o país. Estamos comprometidos em promover seu crescimento contínuo e impulsionar ainda mais o nosso agronegócio”, afirmou Fávaro.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desempenha um papel crucial na garantia da segurança da bebida para os consumidores, através de ações de fiscalização conduzidas pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA). Desde 2021, o Mapa também publica o Anuário da Cerveja, que oferece dados estatísticos sobre o registro de estabelecimentos e produtos, além de informações sobre importações e exportações.

O Anuário de 2024, com dados de 2023, revela que o Brasil conta com uma cervejaria registrada para cada 109 mil habitantes, destacando São Paulo como o estado com o maior número de cervejarias, totalizando 410 — um marco histórico. Além disso, 771 municípios brasileiros possuem pelo menos uma cervejaria.

Com mais de 60 mil marcas registradas no Ministério, o Brasil declarou uma produção superior a 15 bilhões de litros de cerveja em 2023. A cerveja 100% malte, produzida exclusivamente a partir de cevada malteada, representa 29,2% do volume total de produção.

De acordo com dados do Comex Stat, o Brasil exportou US$ 95 milhões em cerveja no primeiro semestre de 2024, para 57 destinos, totalizando cerca de 135 milhões de litros. Em comparação com o mesmo período de 2023, houve um aumento de 42% no valor exportado e de 32% no volume. Os principais compradores das cervejas brasileiras foram países da América do Sul: Paraguai, com US$ 60 milhões; Bolívia, com US$ 16 milhões; e Chile, com US$ 7 milhões.

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Anuários produzidos pelo Mapa

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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