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Governo de MS Concede Licença de Operação à Nova Fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul formalizou a Licença de Operação para a nova fábrica da Suzano, localizada em Ribas do Rio Pardo. A licença foi expedida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL) no dia 9 de julho deste ano, permitindo o início das operações da terceira unidade da empresa no estado, que se concretizou no dia 21 do mesmo mês.

A cerimônia de entrega oficial da licença ocorreu na sede da Federação da Indústria de Mato Grosso do Sul (FIEMS), em Campo Grande, na segunda-feira, 29 de julho. O evento contou com a presença de Beto Abreu, presidente da Suzano, do governador Eduardo Riedel, além de vice-presidentes e diretores da empresa e diversas autoridades estaduais.

A Licença de Operação, que tem validade de quatro anos, confirma que a Suzano cumpriu todas as exigências ambientais e de manejo sustentável para a instalação de sua nova fábrica. O processo para obter a licença envolveu três anos e meio de trabalho colaborativo entre a empresa e as autoridades ambientais do estado, consolidando a Suzano como uma referência no setor de celulose no Brasil. O documento estabelece ainda as obrigações para o funcionamento da unidade e as medidas de segurança e mitigação a serem seguidas.

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Inaugurada oficialmente às 20h15 do dia 21 de julho, a nova unidade de Ribas do Rio Pardo é a maior linha única de produção de celulose do mundo, com uma capacidade anual de 2,55 milhões de toneladas. O empreendimento contou com um investimento total de R$ 22,2 bilhões, sendo R$ 15,9 bilhões destinados à construção da fábrica e R$ 6,3 bilhões para a formação da base de plantio e estrutura logística para escoamento da celulose.

Com a nova unidade em operação, a capacidade total de produção de celulose da Suzano aumenta de 10,9 milhões para 13,5 milhões de toneladas anuais, representando um crescimento superior a 20% na capacidade atual da companhia. A construção da Unidade Ribas do Rio Pardo foi anunciada em maio de 2021 e, no auge da obra, gerou mais de 10 mil empregos diretos. Atualmente, cerca de 3 mil pessoas, entre colaboradores diretos e terceiros, estão envolvidas nas atividades industriais, florestais e logísticas da nova fábrica.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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