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Abertura de exposição sobre Brasília no Porto reúne autoridades e celebra a capital modernista

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Abertura de exposição sobre Brasília no Porto reúne autoridades e celebra a capital modernista
Pedro Reis

Abertura de exposição sobre Brasília no Porto reúne autoridades e celebra a capital modernista

Na última quarta-feira (31), a Cidade do Porto, em Portugal, foi palco de uma celebração que transportou um pedaço do Brasil para terras europeias. O Instituto Pernambuco Porto inaugurou a exposição “Brasília – Da Utopia à Capital” , que marcou o início de uma série de eventos culturais em homenagem aos 64 anos da capital brasileira.

A noite de abertura atraiu cerca de 200 convidados e foi conduzida pela atriz brasiliense Maria Paula Fidalgo, cuja presença trouxe um toque especial ao evento.

Maria Paula Fidalgo | Foto: Jhon Henrique
Maria Paula Fidalgo | Foto: Jhon Henrique

Entre os convidados, destacaram-se figuras importantes tanto do cenário brasileiro quanto do português. Zeferino Ferreira da Costa, presidente do Instituto Pernambuco Porto, e a curadora da exposição, Danielle Athayde, recepcionaram calorosamente os presentes.

Danielle Athayde | Foto: Jhon Henrique
Danielle Athayde | Foto: Jhon Henrique

A comitiva brasileira contou com a presença de Cristiano Araújo, Secretário de Turismo do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, Secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, e Rogério Rosso, diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), que juntos reforçaram os laços culturais entre os dois países.

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A curadora da exposição Danielle Araújo com o Sec. de Turismo Cristiano Araújo e Secretário de Cultura e Economia Criativa Claudio Abrantes | Foto: Jhon Henrique
A curadora da exposição Danielle Araújo com o Sec. de Turismo Cristiano Araújo e Secretário de Cultura e Economia Criativa Claudio Abrantes | Foto: Jhon Henrique

A noite também foi marcada pela colaboração de renomadas marcas da gastronomia e vinicultura. A vinícola Quinta Alta, da produtora Fernanda Zuccaro, trouxe vinhos da região do Douro, enquanto a Wine Colors apresentou uma seleção dos melhores vinhos do Porto. Os convidados foram agraciados com um buffet especial elaborado por Ana Baiana, diretamente de Lisboa, que trouxe sabores brasileiros autênticos para o evento.

Para enriquecer ainda mais a experiência, a banda Filé di Cabilau proporcionou uma trilha sonora repleta de música instrumental brasileira, criando uma atmosfera que refletia a rica cultura do Brasil. A exposição “Brasília – Da Utopia à Capital”, que ficará em cartaz até o dia 27 de outubro, promete ser um dos destaques da agenda cultural do Porto, destacando a importância de Brasília no cenário modernista global.

Além da exposição, que reúne cerca de 300 obras de arte e documentos históricos, a programação inclui a mostra de cinema “Brasília Viva” e o Seminário Global “Brasília: Patrimônio, Turismo, Sustentabilidade e a CPLP”, que discutirão a preservação do patrimônio cultural e os desafios do turismo sustentável.

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Confira mais cliques da noite pelas lentes de Jhon Henrique:

Germana Soares (IPP), Danielle Athayde e Maria Paula Fidaldo
Germana Soares (IPP), Danielle Athayde e Maria Paula Fidaldo
Reginaldo Miguel, Ronaldo Duque e Zé Flores
Reginaldo Miguel, Ronaldo Duque e Zé Flores
Félix Palazzo e Apolinário Rebelo
Félix Palazzo e Apolinário Rebelo
Cristiano Araújo, sec. de Turismo do DF e Rogério Rosso, dir. Adasa
Cristiano Araújo, sec. de Turismo do DF e Rogério Rosso, dir. Adasa
Sebastião Feyo, pres. da Assembleia Municipal do Porto, Claudio Pereira e Zeferino Ferreira da Costa, pres. do Instituto Pernambuco Porto
Sebastião Feyo, pres. da Assembleia Municipal do Porto, Claudio Pereira e Zeferino Ferreira da Costa, pres. do Instituto Pernambuco Porto

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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