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Julho Registra Recorde Histórico de Abertura de Mercados para Produtos do Agronegócio

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O mês de julho de 2024 se destacou como o melhor da série histórica para a abertura de novos mercados para produtos do agronegócio brasileiro, conforme balanço da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Durante este período, foram estabelecidos 16 novos acordos comerciais em nove países, consolidando julho como o segundo melhor mês do ano, superado apenas por junho, que registrou 26 novas aberturas.

Este desempenho ultrapassou o recorde anterior de julho de 2020, quando dez novos mercados foram abertos em cinco países. No ano passado, apenas um mercado foi aberto em julho, contribuindo para o total histórico de 78 novos mercados em 39 países ao longo de 2023. Durante o terceiro mandato do presidente Lula, houve a expansão para 166 novos mercados em 55 destinos.

Julho também se posiciona como o segundo melhor mês de 2024 em termos de novas aberturas, atrás apenas de junho, e à frente de maio (15), março (10), janeiro (9), fevereiro (7) e abril (5). No acumulado de 2024, foram contabilizados 88 novos mercados em 34 países, abrangendo todos os continentes.

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Entre os principais mercados abertos em julho estão a exportação de pintos de um dia para o México, vísceras comestíveis para o Chile, gorduras e óleos de aves e ruminantes para o Equador, camarões para a Austrália, além de ovos e pescados para Cuba.

“O desempenho de julho reflete a confiança internacional na segurança sanitária e na qualidade dos produtos brasileiros. Sob a liderança do ministro Carlos Fávaro e com o empenho da equipe do Mapa, continuamos a expandir nossos mercados, graças ao rigor e à inovação no agronegócio do Brasil”, destacou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Roberto Perosa.

A expansão dos mercados internacionais tem sido crucial para o crescimento das exportações brasileiras. Nos primeiros seis meses de 2024, o agronegócio representou 49,2% do total das exportações do país, gerando uma receita de US$ 82,39 bilhões, o segundo maior valor da série histórica. Esses resultados são fruto da colaboração entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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