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Mercado de Café Arábica Inicia Agosto com Queda Expressiva em Nova York

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O mercado futuro do café arábica começou as negociações desta quinta-feira, 1º de agosto, registrando quedas nos preços nos principais terminais de negociação de Nova York e Londres. Os operadores do mercado seguem atentos às condições climáticas no Brasil, enquanto a safra avança para sua fase final. A colheita, que se intensificou, traz preocupações quanto ao rendimento, pressionando ainda mais as cotações.

Às 09h19 (horário de Brasília), o contrato para setembro de 2024 registrava uma queda de 325 pontos, sendo negociado a 225,95 cents/lbp. Para março de 2025, a queda foi de 300 pontos, com o preço fixado em 223,90 cents/lbp. O contrato para maio de 2025 apresentou uma baixa de 245 pontos, cotado a 222,35 cents/lbp, enquanto julho de 2025 teve uma desvalorização de 270 pontos, valendo 220,10 cents/lbp.

Em Londres, a situação também refletiu em baixas: o contrato para setembro de 2024 caiu US$ 70 por tonelada, sendo negociado a US$ 4191. Para novembro de 2024, a queda foi de US$ 67 por tonelada, com o valor de US$ 4049. Já o contrato para janeiro de 2025 apresentou uma baixa de US$ 52 por tonelada, cotado a US$ 3918, e março de 2025 teve uma desvalorização de US$ 67 por tonelada, negociado a US$ 3772.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz enfrenta travamento nas negociações e pressão nos preços em maio

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O mercado brasileiro de arroz encerrou o mês de maio em um ambiente de forte defensividade, marcado por baixa liquidez, negociações lentas e dificuldade crescente na formação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva. O cenário reflete a perda de sintonia entre produtores, indústrias beneficiadoras e varejo, ampliando a fragilidade comercial do setor.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, o fluxo de comercialização segue limitado no mercado físico, com negócios acontecendo de forma pontual e sem presença significativa de compradores. As referências permanecem abaixo de R$ 60 por saca de 50 quilos FOB Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país.

Em Santa Catarina, as indicações de preços variam predominantemente entre R$ 52 e R$ 56 por saca, reforçando o movimento de pressão observado no Sul do Brasil.

Segundo o analista e consultor Evandro Oliveira, o mercado atravessa um momento de fragmentação entre os diferentes segmentos da cadeia. Enquanto os produtores tentam evitar novas reduções diante das margens apertadas, a indústria mantém postura cautelosa nas aquisições e o varejo segue pressionando os preços de reposição.

“O setor vive um cenário de travamento operacional, com baixa previsibilidade comercial e dificuldade de alinhamento entre produção, beneficiamento e supermercados”, aponta o consultor.

Produto beneficiado se torna gargalo nas negociações

O arroz beneficiado voltou a ganhar destaque como um dos principais pontos de dificuldade do mercado neste momento. A desaceleração nas vendas no varejo tem reduzido o ritmo das compras por parte das grandes redes supermercadistas, afetando diretamente o escoamento do produto industrializado.

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Segundo agentes do setor, o consumo mais retraído e a maior seletividade dos consumidores têm limitado o giro nas gôndolas em diversas regiões do país. Com isso, os supermercados seguem reduzindo volumes de compra e pressionando ainda mais os preços negociados com a indústria.

Cenário internacional traz sinais mais positivos

Apesar das dificuldades no mercado doméstico, o setor começa a observar fatores externos que podem contribuir para uma melhora gradual do ambiente comercial nos próximos meses.

Entre os elementos considerados mais favoráveis estão as dificuldades competitivas enfrentadas pelos Estados Unidos, a recente valorização dos preços do arroz na Ásia e os riscos climáticos globais que podem impactar a oferta mundial do cereal.

Esses fatores vêm sendo monitorados pelo mercado como possíveis sustentadores de preços no médio prazo, especialmente caso ocorram ajustes na oferta internacional.

Preço do arroz acumula forte queda em 2025

No fechamento do dia 28 de maio, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul — produto com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista — foi cotada a R$ 59,49.

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O valor representa recuo de 0,13% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, a desvalorização chega a 6,61%. Já frente ao mesmo período de 2025, a queda acumulada atinge 18,87%, refletindo o momento de fragilidade vivido pelo mercado arrozeiro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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